Segundo a reportagem, pesquisadores buscam soluções contra o nematoide, uma praga que ataca as raízes da goiabeira e compromete a produção. Uma das saídas já disponíveis é o uso de mudas enxertadas no porta-enxerto BRS Guaraçá, desenvolvido pela Embrapa e disponível em viveiros credenciados pelo Ministério da Agricultura, que são resistentes e conseguem produzir melhor mesmo em áreas infestadas, ao contrário das mudas feitas por estaquia comum. Para pomares que já sofrem com a praga, a equipe de agronomia da UFPI testa um produto à base de uma bactéria benéfica que, aplicada direto no solo, cria uma barreira protetora nas raízes e reduz drasticamente a população do nematoide, com resultados já publicados em artigos científicos internacionais.
Segundo a reportagem, pesquisadores desenvolvem um projeto que ajuda a combater uma doença que ataca as raízes da goiabeira. O alvo é o nematoide, uma praga que se instala no solo e compromete o desenvolvimento das plantas. A iniciativa reúne diferentes frentes, indo da forma de plantar até o cuidado com os frutos, e já aponta caminhos concretos para os produtores que enfrentam o problema no campo.
De acordo com a reportagem, a diferença começa já na forma de plantar. As mudas feitas por estaquia comum são extremamente vulneráveis ao nematoide. Já as mudas enxertadas no porta-enxerto BRS Guaraçá, desenvolvido pela Embrapa e disponível em viveiros credenciados pelo Ministério da Agricultura, são resistentes e conseguem produzir melhor, mesmo em áreas infestadas pela praga.
A diferença aparece de forma clara no campo, conforme mostrado na reportagem. Uma goiabeira da variedade paluma plantada da maneira comum não se desenvolveu e está doente, apesar de já ter quatro anos. Ao lado, a mesma goiabeira paluma, mas plantada por meio do enxerto, aparece saudável e sem contrair a doença, mesmo tendo apenas dois anos de idade, o que evidencia o efeito do porta-enxerto.
Para quem já tem o pomar plantado e sofre com o ataque da praga, a reportagem aponta que pode surgir em breve uma nova arma: o controle biológico. A equipe de agronomia da Universidade Federal do Piauí está testando um produto à base de uma bactéria benéfica, voltado justamente para os pomares que já convivem com o nematoide instalado no solo.
O funcionamento desse produto foi detalhado na reportagem. Aplicada diretamente no solo, a bactéria benéfica cria uma verdadeira barreira protetora nas raízes da planta e consegue reduzir drasticamente a população do nematoide. Dessa forma, a praga que ataca justamente a base da goiabeira passa a ter sua ação contida antes de comprometer o restante do desenvolvimento da cultura.
Os resultados obtidos foram descritos como promissores a ponto de ganharem reconhecimento científico, segundo a reportagem. O estudo já foi publicado em artigos científicos internacionais. Um dos pesquisadores destacou que o produto é muito importante porque traz inovação e a capacidade de lidar com esse tipo de doença, hoje muito difícil de controlar, avaliando que os resultados são muito interessantes para o grupo e para o Piauí.
Com o nematoide controlado na raiz, a reportagem explica que o cuidado passa para o topo da planta. Os alunos acompanham o manejo diário no campo, incluindo uma técnica simples, mas que faz toda a diferença: o ensacamento dos frutos. Com esse conjunto de práticas, a expectativa é colher uma goiaba doce, sadia e mais rentável, mesmo diante de uma praga historicamente difícil de enfrentar.