Em Prata, no interior de Minas Gerais, um produtor rural trocou uma área de grãos por capim e passou a produzir feno de alta qualidade para animais selecionados. A mudança reflete a busca por oportunidades dentro do agronegócio, em uma propriedade que apostou em um novo tipo de produto.
À frente da iniciativa está Alfredo, agrônomo de formação e produtor rural atento às oportunidades do mercado. Ele decidiu trocar 120 hectares de soja e milho por uma gramínea que vem ganhando espaço nas propriedades rurais, voltada para a produção de forragem.
A escolha recaiu sobre o Tifton. Segundo o produtor, a opção pela gramínea se deu por entender que ela entrega o resultado necessário, com uma fibra de alta digestibilidade e muita efetividade, em um produto final alinhado ao que o cliente busca.
A produção do pré-secado tem etapas bem definidas. O material é desidratado por menos tempo do que no processo do feno e, em seguida, vem o enleiramento, quando é organizado em fileiras contínuas para o enfardamento, exigindo atenção em cada fase do trabalho.
A fermentação é parte central do processo. É utilizado um inoculante, aditivo biológico composto por bactérias benéficas que aceleram e otimizam a fermentação da forragem, em um trabalho sincronizado com a plastificação do produto, que ganha o formato de uma grande bola.
Depois de recolhido no campo, o fardo é levado para um galpão, onde descansa por 30 dias. O produtor explica que é preciso ficar atento ao ponto de matéria seca, trabalhando com uma média de 50% a 60% de umidade dentro da bola, já que o material pode mofar se passar do ponto mesmo depois de plastificado.
O alcance da venda, no entanto, é limitado pela logística. Os maiores clientes estão em um raio de até 100 quilômetros da fazenda, porque o frete encarece um produto de baixa densidade e grande volume, o que restringe a comercialização à região do Triângulo e Alto Paranaíba e a algumas áreas de Goiás.
