O Distrito Federal reforçou as ações de vigilância fitossanitária após a confirmação do primeiro caso de cancro bacteriano da videira em seu território. A doença é considerada uma das maiores ameaças para a produção de uvas e vinhos, e a sua chegada acendeu o alerta entre produtores e autoridades ligadas ao setor agrícola.
Trata-se de um registro raro no país. Segundo as informações divulgadas, o único outro registro da bactéria no Brasil havia sido constatado em 1998, na região de Petrolina, em Pernambuco. A confirmação de um novo foco, agora no Distrito Federal, torna o caso especialmente relevante do ponto de vista sanitário.
O foco da doença foi identificado em uma propriedade rural do PADEF, na região do Paranoá. A detecção ocorreu a partir de um trabalho de monitoramento realizado pela Secretaria de Agricultura, em parceria com a Embrapa, voltado justamente para acompanhar a sanidade das lavouras na região.
O levantamento em campo revelou que o problema não estava isolado em um único ponto. De acordo com o relato técnico, das 15 propriedades que foram visitadas pelas equipes, quatro apresentaram a presença da bactéria, o que indica uma disseminação maior do que se poderia imaginar em um primeiro momento.
Um dos aspectos que torna a doença perigosa é a dificuldade de identificação. Segundo os técnicos, algumas dessas áreas aparentemente não estavam manifestando sintomas tão evidentes, e a presença da bactéria só foi confirmada por meio de diagnósticos realizados em laboratório, o que reforça a importância do monitoramento contínuo.
O cancro bacteriano da videira preocupa porque pode comprometer o desenvolvimento das uvas, afetando diretamente a produção. Diante da confirmação do foco, as ações de vigilância fitossanitária foram intensificadas, em um esforço para conter o avanço da doença e proteger a viticultura em um momento em que a produção de uvas e vinhos ganha importância na região.
