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Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí criam protetor solar para plantas

Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí criam protetor solar para plantas

Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí desenvolveram o EcoShield, um tipo de protetor solar para plantas. O produto reduz a temperatura e a incidência luminosa e, nos testes, aumentou o rendimento das culturas em até 20%.

Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí desenvolveram um produto que pode se tornar um divisor de águas para a agricultura. Trata-se do EcoShield, descrito como uma espécie de protetor solar para plantas, cujo foco principal é reduzir a temperatura e a incidência luminosa sobre as culturas, especialmente em períodos de calor intenso.

De acordo com os especialistas, essa proteção não compromete o desenvolvimento da planta. Eles fazem questão de deixar claro que o produto não traz problemas para a fotossíntese, para o crescimento nem para o rendimento das culturas, ao contrário do que se poderia imaginar ao falar em cobrir a planta contra a luz do sol.

Os resultados dos estudos reforçam essa avaliação. Ao comparar plantas tratadas com o EcoShield e plantas sem o protetor solar, os pesquisadores observaram que aquelas que receberam o produto chegaram a apresentar um rendimento até 20% maior, um ganho considerado expressivo para a produção no campo.

Além da proteção contra o excesso de temperatura, o produto também pode contribuir para a sanidade da planta. Segundo os pesquisadores, ele ajuda a reduzir a incidência de pragas e doenças, fortalece o desenvolvimento das folhas e ainda fornece alguns nutrientes, tudo isso sem comprometer o solo nem o crescimento da cultura.

Outro ponto destacado é a versatilidade do EcoShield. Os especialistas afirmam que ele funciona como um repelente natural para plantas e hortaliças, com uma abrangência de uso bastante ampla. O produto pode ser aplicado inclusive em plantas ornamentais, ampliando as possibilidades de utilização para diferentes tipos de cultivo.

Desenvolvido nos laboratórios da Universidade Federal do Piauí, o produto está na fase de patenteamento. Os responsáveis informaram que já solicitaram o registro da patente junto ao INPI, o órgão responsável pelo registro de patentes no Brasil, e estimam que o documento saia em cerca de um ou dois anos, embora a comercialização já possa começar nesse período.

Por trás do EcoShield está uma startup incubada na própria Universidade Federal do Piauí, que agora se encontra na fase final de validação do produto junto ao cliente, ou seja, o produtor rural. Para os envolvidos, a iniciativa mostra como soluções simples, nascidas da ciência, podem ter impacto direto no campo e aproximar tecnologia e produção agrícola.

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