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El Niño mais intenso ameaça a oferta de alimentos no Brasil

El Niño mais intenso ameaça a oferta de alimentos no Brasil

O fenômeno climático El Niño deve ser mais intenso neste ano e gera preocupação com a produção e a oferta de alimentos no Brasil. Segundo o relato, a Agência Climática dos Estados Unidos aponta que o fenômeno começou em junho e deve ganhar força a partir de agosto. Itens como arroz, feijão, leite e frutas podem sofrer alterações; chuvas irregulares atrasam a soja e o milho pode encarecer a carne. O Ministério da Fazenda deve elevar a previsão de inflação de 2026, acima dos 4,5% de maio, e o café arábica disparou mais de 16% na bolsa de Nova York. O pesquisador Eduardo Assad, do FGV Agro, alerta para o risco de crises alimentares no fim do ano e início de 2027.

O fenômeno climático El Niño deve ganhar força ainda maior neste ano, e a previsão de órgãos especializados já acende uma série de preocupações no Brasil, especialmente em relação à produção e à oferta de alimentos. Segundo o relato, com a intensificação do fenômeno, itens como arroz, feijão, leite e frutas podem sofrer alterações ao longo dos próximos meses.

O alerta tem respaldo em dados internacionais. De acordo com o relato, segundo a Agência Climática dos Estados Unidos, o El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, começou em junho e deve aumentar a sua força a partir de agosto, alterando os padrões do clima em diferentes partes do mundo e ampliando a preocupação com a segurança alimentar.

Entre as culturas mais sensíveis estão os grãos. Segundo o relato, as chuvas irregulares atrasam o processo da soja e reduzem o período ideal para o plantio do grão, e o milho também tende a ser afetado. Com isso, o preço pode subir em 2027 e encarecer igualmente a carne, já que o milho é um dos ingredientes da ração usada nos criadouros do país.

Os efeitos, no entanto, variam conforme a região. De acordo com o relato, a pecuária deve sofrer com a falta de água para as pastagens no centro-oeste e no norte, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Já no nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão, enquanto no sul as chuvas acima da média podem beneficiar as culturas de inverno.

O cenário também pressiona os preços. Segundo o relato, o Ministério da Fazenda deve aumentar a sua previsão oficial para a inflação de 2026, acima dos 4,5% que eram estimados em maio. No mercado, o café arábica disparou na bolsa de Nova York, com os lotes de entrega para setembro subindo mais de 16%, o maior avanço diário desde julho de 2000, quando o salto foi de quase 18%.

Para especialistas, os números acendem um alerta que vai além dos preços. Segundo o relato, o pesquisador Eduardo Assad, do Observatório de Bioeconomia do FGV Agro e um dos principais estudiosos de mudanças climáticas no país, afirmou estar muito preocupado com a possibilidade de o fenômeno gerar crises alimentares de grande escala no fim deste ano e também no início de 2027. Ele acrescenta que o pico do El Niño deve ocorrer entre outubro e novembro, com modelos apontando temperaturas superiores a 2 graus acima do normal.

Apesar do risco, o país já dispõe de ferramentas para reduzir os impactos. De acordo com o relato, o Brasil criou, em 2011 e 2012, um plano de agricultura de baixa emissão de carbono, recheado de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e por universidades, como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária e a rotação de culturas. Segundo o especialista, essas práticas ajudam a reduzir os efeitos do El Niño, mas ainda precisam ser adotadas de forma mais ampla.

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