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Exportações de ovos do Brasil crescem em junho com demanda do Chile

Exportações de ovos do Brasil crescem em junho com demanda do Chile

As exportações brasileiras de ovos aumentaram em junho, impulsionadas pelos embarques ao Chile. De acordo com dados da Secex compilados e analisados por pesquisadores do Cepea, o Chile registrou em abril o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial e, desde então, intensificou as compras de ovos do Brasil. No mês, o país exportou a todos os destinos 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados, volume 19% superior ao embarcado em maio, ainda que 60% abaixo do registrado em junho de 2025. O Chile manteve a liderança entre os maiores destinos pelo quinto mês consecutivo, com 1,87 mil toneladas. No mesmo levantamento, as exportações de carne de frango bateram recordes no primeiro semestre.

As exportações de ovos do Brasil registraram alta em junho, impulsionadas principalmente pelos embarques destinados ao Chile. O movimento reforça o papel da demanda externa como fator de sustentação para o setor avícola brasileiro em um momento em que problemas sanitários no exterior têm reorganizado o fluxo do comércio internacional da proteína.

O aumento das compras chilenas está diretamente ligado a um problema sanitário no país vizinho. De acordo com o levantamento, o Chile registrou em abril o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial e, desde então, passou a intensificar a aquisição de ovos do Brasil, buscando no mercado brasileiro uma alternativa para garantir o abastecimento interno diante das restrições impostas pelo surto.

Os números do mês confirmam essa tendência de crescimento. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados por pesquisadores do Cepea, o Brasil exportou a todos os destinos 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados em junho. O volume representa uma alta de 19% em relação ao que havia sido embarcado em maio, mostrando a reação recente das vendas externas do produto.

Ainda assim, a comparação anual mostra que o patamar segue abaixo do observado um ano antes. De acordo com o mesmo levantamento, a quantidade exportada em junho ficou 60% abaixo da registrada em junho de 2025, o que indica que, apesar da recuperação recente na comparação mensal, o setor ainda opera em um nível inferior ao daquele período.

O Chile consolidou-se como principal comprador. De acordo com o levantamento, o país manteve a liderança entre os maiores destinos pelo quinto mês consecutivo, tendo importado 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados em junho, um volume 41% superior ao verificado em maio. O desempenho evidencia como a demanda de um único mercado pode influenciar de forma decisiva o resultado das exportações.

Além dos ovos, o desempenho da carne de frango também chamou a atenção no período. De acordo com o levantamento da Secex, as exportações da proteína bateram recordes no primeiro semestre deste ano, mesmo diante dos conflitos no Oriente Médio, região que figura entre os importantes destinos da carne de frango brasileira e cujas tensões geram incertezas sobre o comércio.

Os dados reforçam a força do setor no acumulado do ano. De acordo com o levantamento, as exportações brasileiras de carne de frango in natura e processada tiveram uma alta de quase 13% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, um desempenho considerado relevante diante do cenário internacional adverso enfrentado ao longo do período.

O resultado também revelou uma reorganização nos destinos das vendas. De acordo com o levantamento, o Oriente Médio foi destino de quase 25% dos embarques de carne de frango em 2025, mas os desdobramentos do conflito no Estreito de Ormuz dificultaram a chegada da proteína à região, e os envios aos Emirados Árabes Unidos recuaram 8,3% na comparação com o mesmo período de 2025. Ainda assim, o setor compensou essa queda com avanços expressivos em outros mercados, como o Japão, com alta de mais de 21%, e a África do Sul, com acréscimo de 38,3%.

Para os analistas, esse conjunto de números aponta para a resiliência do setor. De acordo com pesquisadores do Cepea, o resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais da avicultura nacional, capaz de redirecionar embarques quando um mercado importante enfrenta dificuldades. Somados ao avanço recente das vendas de ovos, os dados desenham um cenário de recuperação e de peso crescente da demanda externa para o setor avícola brasileiro.

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