No Rio Grande do Sul, produtores têm investido na lavanda como uma alternativa de renda, ajudando a consolidar uma cadeia produtiva que vai do campo à indústria. O município de Morro Reuter, a 60 quilômetros de Porto Alegre, ganhou por causa disso o apelido de Cidade da Lavanda.
O cultivo se tornou um negócio importante para os pequenos produtores da região. De acordo com quem trabalha na atividade, a lavanda é mais rentável quando comparada ao milho ou ao aipim, este último considerado um trabalho bem mais pesado, o que tem atraído cada vez mais agricultores para a cultura.
Os campos de lavanda não chamam a atenção apenas pela beleza. A plantação rende oportunidades de trabalho e movimenta a economia local. Na região, são cultivados, em média, 85 mil pés de lavanda por ano, em um cenário em que o clima favorece bastante o desenvolvimento da planta.
A atividade movimenta cerca de meio milhão de reais por ano, mas exige paciência de quem se dedica a ela. Com duas safras a cada ciclo, são meses de espera entre o plantio e a colheita. Para se produzir apenas um litro de óleo essencial, são necessários cerca de 280 quilos de massa verde.
A lavanda se destaca pela versatilidade. Na indústria de cosméticos, o óleo essencial serve de base para sabonetes, cremes hidratantes e perfumes. Já a flor é muito popular na produção de buquês, com empresas especializadas que fabricam arranjos para casamentos e outras celebrações.
Além dos cosméticos e da decoração, a lavanda também vem ganhando espaço na gastronomia. Na região, o óleo e os derivados da planta são utilizados no preparo de bolos, bebidas e sorvetes, ampliando as possibilidades de uso e agregando valor à produção local.
Quem trabalha com a planta diz ter sido surpreendido pela boa aceitação. Os produtores afirmam não esperar uma procura tão grande pelos produtos de lavanda, que vêm fazendo sucesso, com praticamente todos os clientes aprovando o que é oferecido a partir do cultivo.
