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Preço do milho recua no início da colheita da segunda safra em Mato Grosso e no Paraná, aponta o CPEA

Preço do milho recua no início da colheita da segunda safra em Mato Grosso e no Paraná, aponta o CPEA

O preço do milho ficou em R$ 1.285,99 a tonelada, com alta de 4,1% no mês, mas queda de 13,5% em relação a maio de 2025. Segundo o CPEA, com o início da colheita da segunda safra em Mato Grosso e no Paraná, a maior oferta e a falta de compradores no mercado spot pressionam as cotações.

O preço do milho ficou em R$ 1.285,99 a tonelada, registrando alta de 4,1% no mês, mas uma retração de 13,5% em relação a maio de 2025. As altas observadas nas cotações foram impulsionadas principalmente pela menor oferta interna e pela retração dos vendedores, que permaneceram cautelosos à espera de preços mais altos.

Apesar dessa recuperação mensal, o preço do milho recuou no começo da colheita em Mato Grosso e também no Paraná. Segundo o CPEA, a falta de compradores no mercado spot segura o preço na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Com o início da colheita da segunda safra 2025-26, os compradores mantêm a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas, o que tende a pressionar as cotações. A colheita se concentra nos estados do Paraná e de Mato Grosso, e os preços estão em patamares inferiores aos registrados no início da temporada passada.

Esse recuo aparece com clareza em algumas das principais regiões produtoras. Nas áreas de Sorriso, em Mato Grosso, e no Norte do Paraná, as médias de maio até a semana passada ficaram 11% e 8% inferiores, respectivamente, às de maio de 2025.

O Centro de Pesquisas aponta ainda que fatores climáticos não foram suficientes para conter as quedas dos últimos dias. As altas temperaturas e a falta de chuvas em Goiás e em parte do Mato Grosso do Sul, somadas às geadas no Paraná, não impediram a tendência de baixa nas cotações.

O comportamento, no entanto, não foi uniforme em todo o país. As cotações ficaram firmes em Santa Catarina e chegaram a subir no Rio Grande do Sul, estado que praticamente finalizou a colheita da safra de verão, mostrando que o cenário do milho varia conforme cada região produtora.

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