LIVE PROTOCOL
EET--:--:-- edition--.--.--

Safra de café do Brasil em 2026 deve chegar a 66 milhões de sacas

Safra de café do Brasil em 2026 deve chegar a 66 milhões de sacas

A safra brasileira de café em 2026 deve ser uma das maiores dos últimos anos, mesmo com os impactos das chuvas durante a colheita. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção está estimada em 66 milhões de sacas, alta de 18% em relação ao ciclo passado. As chuvas de junho atrasaram a colheita e a secagem do grão, mas não devem interferir no resultado do ano. O estado de São Paulo deve chegar a quase 6 milhões de sacas, número 24% superior ao de 2025, no que seria a maior temporada desde 2020. A entrada de novas áreas de produção, as condições climáticas favoráveis e o ciclo anual positivo são apontados como responsáveis pelo crescimento. O setor acompanha com atenção o retorno das chuvas em julho e os possíveis reflexos do fenômeno El Niño nas próximas safras.

A produção brasileira de café volta a chamar a atenção do setor agrícola em 2026. A safra deste ano deve ser uma das maiores dos últimos anos, mesmo diante dos impactos causados pelas chuvas durante o período de colheita. O desempenho reforça a posição do país como principal produtor mundial do grão e movimenta as expectativas de produtores, cooperativas e da indústria em torno de um ciclo considerado bastante positivo.

Os números que sustentam esse otimismo vêm de uma estimativa oficial. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção de café no Brasil em 2026 está estimada em 66 milhões de sacas, o que representa uma alta de 18% na comparação com o ciclo anterior. O avanço, se confirmado, coloca a atual temporada entre as mais expressivas já registradas pelo país nos últimos anos.

O clima, no entanto, trouxe alguns obstáculos ao longo do caminho. As chuvas do mês de junho atrasaram a colheita e a secagem do café em diferentes regiões produtoras, exigindo mais atenção dos agricultores no manejo dos lotes. Ainda assim, a avaliação predominante é a de que esses eventos não devem interferir de forma significativa no resultado da safra de 2026 nem comprometer o volume total estimado.

Entre os estados, São Paulo aparece com destaque no cenário deste ano. A previsão é de que a produção paulista chegue a quase 6 milhões de sacas do grão, número 24% superior ao registrado em 2025. Esse acréscimo faz da atual temporada a maior desde 2020 no estado, marcando uma recuperação relevante em uma das principais regiões cafeeiras do país.

O crescimento não é atribuído a um único fator, mas à combinação de várias condições favoráveis. A entrada de novas áreas de produção, o comportamento positivo do clima ao longo do desenvolvimento das lavouras e o ciclo anual naturalmente mais produtivo são apontados como os principais responsáveis pelo aumento. Juntos, esses elementos ajudam a explicar por que a expectativa para o ano é tão elevada.

Na avaliação de quem acompanha as lavouras de perto, apenas um evento extremo poderia mudar esse quadro. Segundo o gerente da cooperativa Cuxupé, somente algo catastrófico, como chuvas de grande intensidade por um período prolongado, seria capaz de prejudicar de forma expressiva a colheita. Ele ponderou que costuma chover no máximo dois ou três dias seguidos e que, depois disso, são necessários de três a quatro dias para que a colheita plena seja retomada.

Mesmo com o otimismo, o setor mantém a cautela em relação aos próximos passos. A chuva atípica deve voltar no mês de julho, e os agricultores precisam ficar em alerta, já que a umidade após a colheita pode interferir na qualidade da bebida. Além disso, o próximo ciclo é observado com atenção diante do fenômeno El Niño, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que pode alterar as temperaturas nas regiões produtoras do grão.

O movimento da oferta também se reflete diretamente nas cotações. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café, a saca de café arábica, que chegou a ser negociada a 2.600 reais, está atualmente próxima de 1.500 reais. A queda acompanha a perspectiva de uma safra robusta e mostra como o resultado esperado para 2026 vem pesando sobre os preços praticados no mercado.

Loading article...