Uma pesquisa desenvolvida em Minas Gerais busca oferecer uma alternativa mais sustentável para a adubação do solo. Segundo as informações apresentadas, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais criaram um fertilizante orgânico que libera de forma controlada gases causadores do aquecimento global. A proposta une a produção agrícola à redução dos impactos ambientais.
O produto se destaca pela origem dos materiais utilizados. De acordo com o relato, o fertilizante é feito com resíduos da agroindústria, como restos de bagaço de cana. Esses resíduos passam pelo laboratório, são transformados e depois aplicados no solo, aproveitando materiais que costumam ser descartados no processo produtivo.
A motivação da pesquisa está ligada ao peso dos fertilizantes químicos tradicionais. Conforme as informações, entre os mais comuns estão aqueles à base de nitrogênio, que emitem óxido nitroso, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. A busca por uma opção menos nociva ao meio ambiente orientou o desenvolvimento do novo fertilizante.
Os números do setor ajudam a explicar a relevância do tema. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, atrás apenas da China, da Índia e dos Estados Unidos. Além disso, de acordo com o relato, hoje 80% dos fertilizantes usados no país vêm de fora.
O cenário internacional também influencia diretamente o abastecimento. Conforme as informações, com a guerra no Oriente Médio, os preços dos fertilizantes aumentaram e as entregas atrasaram. Por isso, a iniciativa é apresentada como uma forma de reduzir a dependência do mercado estrangeiro, além de diminuir os impactos ambientais.
O trabalho ainda está em fase inicial, mas já mira aplicações práticas. De acordo com o relato, a pesquisa começou há dois anos e é tratada como um primeiro passo. Com o conhecimento protegido, os pesquisadores afirmam que agora podem levar a tecnologia para fora do laboratório e buscar produtores interessados em adotar o fertilizante.
