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Produção de couve-flor sustenta família em Araguari e enfrenta variação de preços

Produção de couve-flor sustenta família em Araguari e enfrenta variação de preços

Em Araguari, em Minas Gerais, uma família investe há mais de dez anos no cultivo de couve-flor, que garante produção durante todo o ano. A caixa com 12 unidades é negociada por cerca de 120 reais, mas a tendência é de queda nos preços com o aumento da oferta, enquanto as pragas seguem como principal desafio.

Em uma propriedade no município de Araguari, em Minas Gerais, uma família investe há mais de dez anos no plantio de hortaliças, e a couve-flor se tornou uma das culturas centrais do negócio. A história ilustra como a agricultura familiar sustenta gerações e leva ao mercado um alimento cultivado com dedicação no campo.

Uma das vantagens da couve-flor é a continuidade da produção ao longo do tempo. Enquanto algumas plantas já estão prontas para a colheita, outras mudas seguem em desenvolvimento, o que permite o escalonamento da lavoura e garante oferta do produto durante praticamente todo o ano.

Para quem trabalha na lavoura, o cultivo é descrito como prazeroso e que não exige tanto tempo, com a vantagem de que o preço, no momento, está compensando. A caixa com 12 unidades de couve-flor vem sendo negociada por cerca de 120 reais, um patamar considerado bom para esta época do ano.

O próprio produtor explica que o valor varia conforme o período. Em momentos de menos chuva é possível ter um custo mais baixo na formação da planta, enquanto no período chuvoso a produção fica mais cara e o volume colhido é menor, o que obriga a vender o produto a um preço mais alto para compensar.

Apesar do bom momento, o setor já observa uma possível mudança nas próximas semanas. Com o aumento da oferta e a entrada de mais produto no mercado, a tendência é de recuo nos preços, conforme avaliação do gerente da SEASA de Uberlândia, ligada ao abastecimento da região.

Segundo o gerente, a couve-flor está em um patamar de preço relativamente mais alto em função do período. No entanto, com a chegada de temperaturas mais baixas e a falta de chuva, começa o período de safra, com maior produtividade no campo e uma redução gradativa dos preços ao consumidor.

Além da variação dos valores, outro fator que atrapalha a lucratividade são as pragas que atacam a couve-flor, como lagartas e o chamado bicho mineiro, que come a folha e, depois que a cabeça está formada, também a estraga, inviabilizando a venda. O Brasil produz, em média, 140 mil toneladas de couve-flor por ano, com São Paulo e Minas Gerais entre os estados que mais produzem.

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