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Famato alerta para possível falta de fosfato bicálcico na pecuária

Famato alerta para possível falta de fosfato bicálcico na pecuária

Um comunicado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso acendeu o alerta no campo sobre a possível falta de fosfato bicálcico, matéria-prima essencial para o sal mineral bovino. A escassez pode afetar a pecuária e até a agricultura do estado.

Um comunicado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a Famato, acendeu o sinal de alerta no campo. Segundo a entidade, a possível falta de fosfato bicálcico, matéria-prima essencial para a produção de sal mineral bovino, pode afetar diretamente a pecuária e até a agricultura do estado, que tem o maior rebanho bovino do país. O aviso colocou em evidência um insumo pouco conhecido, mas estratégico para o setor.

A preocupação se concentra em um produto que passa despercebido por muita gente, mas que é fundamental para a saúde e o desempenho do rebanho. O fosfato bicálcico é utilizado na fabricação dos suplementos minerais fornecidos diariamente aos animais, sendo parte central da nutrição que garante o bom funcionamento do gado nas propriedades.

De acordo com a Famato, fatores como a dependência de importações, as restrições de oferta no mercado internacional e os conflitos que afetam a logística mundial estão colocando em risco o abastecimento do insumo no Brasil. Essa combinação de elementos externos torna o cenário mais delicado e amplia a possibilidade de desabastecimento nos próximos meses.

A relevância do produto fica clara nos números apresentados. Quando é feita uma mistura para vacas, cerca de 50% de todo o sal mineral é composto por fosfato bicálcico. Além dele, a ureia também é um insumo importante, utilizado na nutrição animal, e o setor tem observado aumentos frequentes nos preços tanto da ureia quanto do próprio fosfato bicálcico.

Em Mato Grosso, onde a pecuária tem papel fundamental na economia, a possível falta do fosfato bicálcico preocupa os produtores rurais. O insumo impacta diretamente a engorda do animal, a produção de leite e também os índices de reprodução do rebanho, o que significa que uma eventual escassez se refletiria em toda a cadeia produtiva.

A preocupação, no entanto, não se limita à pecuária. A Famato avalia que a escassez de insumos fosfatados também pode impactar a agricultura mato-grossense, já que esses minerais são utilizados em diversas etapas da produção agrícola. Qualquer instabilidade no fornecimento pode elevar custos, dificultar o planejamento das propriedades e reduzir a competitividade do setor.

Para evitar uma crise de abastecimento, a entidade defende a adoção de medidas concretas. Entre elas estão a redução temporária das tarifas de importação, menos burocracia na liberação dos produtos e o fortalecimento da produção nacional de insumos estratégicos. Para a Famato, essas ações seriam essenciais para garantir o suprimento e proteger tanto a pecuária quanto a agricultura do estado.

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