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Aluguel sobe acima da inflação em junho e fecha semestre em alta

Aluguel sobe acima da inflação em junho e fecha semestre em alta

O custo de alugar um imóvel residencial no Brasil voltou a subir em junho e encerrou o primeiro semestre acima da inflação oficial. Um levantamento feito nas 36 principais cidades brasileiras mostrou que, em todos os períodos avaliados, o reajuste dos aluguéis superou o IPCA, índice do IBGE que mede a variação de preços para as famílias. Em junho, enquanto a inflação oficial foi de 0,16%, o aluguel médio subiu 0,81%. Nos últimos doze meses, o aumento acumulado da locação chegou a 9%, contra 4,64% da inflação no mesmo intervalo. Os maiores aumentos mensais se concentraram no Sudeste, com Niterói no topo (2,93%) e Campinas logo atrás (2,42%), enquanto cidades do Sul, como Pelotas e São José, registraram queda. No valor por metro quadrado, o estado de São Paulo concentra os endereços mais caros, com Barueri acima de 72 reais, seguida pela capital paulista, Recife, Belém e Florianópolis.

O custo de alugar um imóvel residencial no Brasil voltou a subir em junho e encerrou o primeiro semestre acima da inflação oficial do país. Um levantamento que acompanha o mercado nas 36 principais cidades brasileiras mostrou que, em todos os períodos avaliados, o reajuste dos aluguéis superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, calculado pelo IBGE e usado como referência para medir a variação de preços enfrentada pelas famílias.

No recorte mensal, a diferença ficou evidente. Enquanto a inflação oficial de junho foi de 0,16%, o valor médio dos aluguéis avançou 0,81% no mesmo período. Ou seja, em apenas um mês, o preço de locação subiu cerca de cinco vezes mais do que o conjunto de bens e serviços que compõem o índice oficial, ampliando o peso da moradia no orçamento de quem vive de aluguel.

O descompasso se repete quando a análise considera um intervalo maior. Nos últimos doze meses, o aumento acumulado dos aluguéis chegou a 9%, praticamente o dobro da inflação medida no mesmo período, que ficou em 4,64%. O dado indica que, ao longo de um ano inteiro, o reajuste da moradia pressionou de forma consistente as contas domésticas, corroendo parte do poder de compra dos inquilinos.

A variação, no entanto, não foi uniforme pelo país. Os maiores aumentos mensais se concentraram na região Sudeste. Niterói, no Rio de Janeiro, apareceu no topo da lista, com alta de 2,93%. Logo em seguida veio Campinas, no interior paulista, que registrou um avanço próximo, de 2,42%. Foram os dois destaques de elevação entre as cidades acompanhadas pelo levantamento no mês.

Na direção oposta, algumas cidades do Sul do país registraram queda nos preços. Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o valor do aluguel recuou mais de 2,5%, o movimento mais forte de baixa. Já em São José, em Santa Catarina, a redução foi bem mais tímida, de 0,17%. Esses recuos mostram que, apesar da tendência geral de alta, houve mercados locais em que a locação ficou mais barata.

Quando o foco passa do reajuste para o valor cobrado, o estado de São Paulo concentra as cidades com o metro quadrado mais caro. A média nacional apurada ficou em torno de 54 reais por metro quadrado. Em Barueri, na Grande São Paulo, esse valor superou os 72 reais, o mais alto entre as localidades pesquisadas, com uma diferença considerável para as demais cidades da lista.

A capital paulista aparece em segundo lugar, com quase 65 reais por metro quadrado. Na sequência dos endereços mais caros vêm Recife e Belém, ambas nas faixas de 63 e 64 reais, seguidas por Florianópolis, que fecha o grupo das cinco cidades com locação mais elevada, com média de 60 reais e 82 centavos. Os números reforçam a concentração dos aluguéis mais altos em polos urbanos com forte demanda por moradia.

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