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Indústria de café solúvel vai aos EUA contra nova tarifa

Indústria de café solúvel vai aos EUA contra nova tarifa

A indústria brasileira de café solúvel vai aos Estados Unidos defender o produto nacional diante de uma nova rodada de tarifas proposta pelo governo de Donald Trump. Segundo a reportagem, uma audiência pública está marcada para o dia 6 de julho em Washington e pode definir se o governo norte-americano voltará a sobretaxar o Brasil. De acordo com representante do setor, o café solúvel já enfrenta uma tarifa de 10% e corre o risco de ver essa carga subir bastante. O risco vem de duas investigações da chamada Seção 301: uma exclusiva contra o Brasil, que coloca a possibilidade de uma tarifa de 25%, e outra movida pelos EUA contra cerca de 60 países, baseada na questão do trabalho forçado, que indica 12,5%. O setor avalia que o café deve ficar de fora dessa segunda investigação, porque o Brasil não importa café de países com esse tipo de risco, cabendo ao governo brasileiro responder a ela. Ainda assim, o representante alertou que, num cenário em que o Brasil seja atingido por 25% mais 12,5%, a tarifa chegaria a 37,5%, o que para o solúvel praticamente inviabilizaria o mercado americano. O veredito é esperado para o dia 17 de julho.

A indústria brasileira de café solúvel se prepara para levar a sua defesa diretamente aos Estados Unidos, diante de uma nova rodada de tarifas proposta pelo governo de Donald Trump. Segundo a reportagem, representantes do setor participarão de uma audiência pública marcada para o dia 6 de julho, em Washington, encontro que pode ser decisivo para definir se o governo norte-americano voltará a sobretaxar produtos brasileiros.

A preocupação não se limita ao café solúvel. De acordo com um representante do setor, já foram feitas manifestações ressaltando a importância do café de uma maneira geral, incluindo o café em grão, que também corre risco de ser sobretaxado. O solúvel já convive hoje com uma tarifa de 10% e, segundo o setor, há o temor de que essa carga aumente de forma significativa nas próximas semanas.

O risco apontado pela indústria vem de duas investigações conduzidas sob a chamada Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. A primeira é uma investigação voltada exclusivamente ao Brasil, que coloca sobre a mesa a possibilidade de uma tarifa de 25%. A segunda é movida pelos Estados Unidos contra cerca de 60 países e tem como base a questão do trabalho forçado, apontando uma alíquota de 12,5%.

Na avaliação do setor, o café deve ficar de fora dessa segunda investigação. O representante explicou que o Brasil não importa café de países que apresentem esse tipo de problema ou risco ligado ao trabalho forçado, de modo que a defesa nesse caso caberia apenas ao governo brasileiro, e não diretamente às empresas do segmento cafeeiro.

Ainda assim, o tom do alerta foi grave quando o assunto passou ao impacto somado das medidas. O representante afirmou que, num cenário em que o Brasil fosse atingido por uma tarifa de 25% mais os 12,5%, a carga total chegaria a 37,5%. Para o café solúvel, segundo ele, um patamar como esse acabaria praticamente inviabilizando o mercado americano para as exportações brasileiras.

Agora, o setor vive um período de expectativa em torno do calendário oficial. A audiência pública do dia 6 de julho em Washington será o momento de apresentar os argumentos do Brasil, enquanto o veredito sobre as tarifas é esperado para o dia 17 de julho. Até lá, toda a cadeia do café acompanha de perto as decisões que podem redefinir as condições de acesso de um de seus principais produtos ao mercado dos Estados Unidos.

Apesar da gravidade do alerta, o setor procura dimensionar o impacto. Segundo o representante, o Brasil exporta cerca de 80% do café solúvel que produz, e desse volume exportado os Estados Unidos respondem por aproximadamente 20%, enquanto o restante abastece mais de 100 destinos no mundo. Por isso, no caso do solúvel ele não prevê demissões em massa, mas reconhece que haveria uma quebra de receita sentida pelas empresas, num mercado em que o Brasil ainda mantém liderança de produção e exportação, mas já enfrenta a concorrência crescente do Vietnã, que pode até superá-lo nas exportações neste ano.

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