O Brasil assinou nesta quinta-feira, na Suécia, um acordo de intenção de compra de 20 novos aviões de guerra. A negociação reforça a aposta do país em uma das aeronaves militares mais importantes do seu arsenal e dá novo fôlego ao plano de modernização da Força Aérea Brasileira ao longo dos próximos anos.
Os aviões em questão são os caças Gripen, modelo fabricado na Suécia e também aqui no Brasil, em uma linha de produção instalada no interior de São Paulo. Essa dupla origem coloca o país não apenas como comprador, mas também como parte do processo de fabricação dessas aeronaves de combate.
O Gripen é descrito como a principal arma de guerra do Brasil, ocupando posição central na estratégia de defesa aérea do país. A escolha de ampliar a frota com mais unidades do mesmo modelo busca dar continuidade e padronização ao processo de reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras.
Com essa futura aquisição de mais 20 caças, a Força Aérea Brasileira passaria a contar com um total de 56 aeronaves Gripen. O número representa um salto importante na capacidade da frota e consolida o caça como a espinha dorsal do poder aéreo militar do país nos próximos anos.
Antes mesmo dessa nova encomenda, já estava em andamento a entrega de um primeiro lote de aeronaves. Segundo as informações, os primeiros 36 caças devem terminar de chegar até o fim de 2027, completando uma etapa que já vinha sendo executada dentro do programa de modernização.
Um marco recente desse processo foi a produção nacional. O primeiro Gripen totalmente fabricado no Brasil ficou pronto neste ano, há cerca de dois meses e meio, um avanço que demonstra a transferência de tecnologia e a capacidade da indústria instalada no país de montar as aeronaves localmente.
A nova intenção de compra firmada na Suécia, somada às entregas já previstas e à fabricação nacional, desenha o futuro da aviação de combate brasileira em torno do Gripen. Caso a aquisição se concretize, o modelo se manterá como peça central da defesa aérea do Brasil por um longo período.
