A comercialização de frutas e hortaliças nas ceasas brasileiras ultrapassou os 16 milhões de toneladas em 2025. Os dados foram divulgados pela Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, e ajudam a dimensionar o tamanho e o movimento dos mercados atacadistas de produtos hortigranjeiros no país ao longo do ano passado.
Segundo o levantamento, o valor hortigranjeiro movimentou R$ 68,7 bilhões nos entrepostos atacadistas, atingindo um volume de 16,6 milhões de toneladas no ano passado. A pesquisa avaliou o valor transacionado por 54 centrais de abastecimento, com o objetivo de verificar o comportamento de cada segmento do setor.
Entre as centrais, a maior comercialização de hortigranjeiros em 2025 foi registrada pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, na unidade da capital paulista, com 4,99 milhões de toneladas, somando R$ 13,9 bilhões. Em seguida vieram o Mercado Municipal de Juazeiro, na Bahia, a Ceasa Minas, em Contagem, e a Ceasa Rio de Janeiro, na capital fluminense.
O levantamento também acompanhou o comportamento por unidade dentro do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros, o Cimab, formado por 26 ceasas. A movimentação de hortaliças cresceu em seis unidades, com os maiores percentuais em Rio Branco, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu, enquanto o quantitativo total transacionado aumentou em 11 ceasas.
Ainda dentro dessa base de dados, os maiores indicadores de aumento no volume transacionado foram apurados em Rio Branco e em Goiânia. Os números reforçam a importância das centrais de abastecimento como termômetro do abastecimento de alimentos e da dinâmica de comercialização de frutas, legumes e verduras no Brasil.
No campo das exportações, o desempenho também foi positivo. O Brasil embarcou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025, com elevação de quase 20% em relação a 2024. O resultado indica um avanço expressivo no volume de frutas brasileiras vendidas para o mercado externo na comparação anual.
Junto com o aumento do volume, o faturamento com a exportação de frutas cresceu 29% no ano passado, atingindo US$ 1,56 bilhão. O principal destino das frutas brasileiras foi a União Europeia, que se manteve como o mercado mais relevante para esse tipo de produto ao longo do período analisado.
