A taxa de desemprego no Brasil recuou e atingiu o menor patamar da série histórica para o mês de junho. De acordo com os dados mais recentes, o indicador ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, um resultado que reforça o bom momento do mercado de trabalho no país ao longo do primeiro semestre.
O número representa o menor valor do índice para o trimestre desde 2012, ano em que a série teve início. Ou seja, para esse período do ano, o Brasil não havia registrado uma taxa de desocupação tão baixa desde que a atual metodologia de acompanhamento passou a ser utilizada pelo instituto.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, divulgada hoje pelo IBGE. O levantamento é um dos principais termômetros do mercado de trabalho brasileiro e acompanha de perto a evolução do emprego e do desemprego em todo o país.
Em números absolutos, a pesquisa mostra que 5,9 milhões de brasileiros estavam sem emprego até o mês passado. Esse contingente ainda expressivo de pessoas em busca de uma vaga convive, no entanto, com uma clara tendência de queda observada nos levantamentos mais recentes.
Na comparação com o trimestre anterior, a taxa de desemprego teve uma redução de 10,9%, o que representa 718 mil pessoas a menos na fila por trabalho. O recuo na comparação trimestral ajuda a explicar por que o índice chegou ao menor nível já registrado para o período no país.
O desempenho positivo também aparece do lado de quem está trabalhando. A população ocupada é a maior da série histórica, com 103 milhões e 100 mil pessoas, um patamar que repete o índice registrado no mesmo período de 2025 e confirma a força da geração de postos de trabalho.
Os dados de emprego são acompanhados de perto como um dos principais indicadores da economia brasileira. Uma taxa de desocupação em queda e recordes na população ocupada costumam ser interpretados como sinais de um mercado de trabalho aquecido e de maior capacidade de absorção de mão de obra pela economia.
