Diana Santana é uma das poucas mulheres a ocupar o cargo de presidente de uma empresa no setor de comércio exterior, um mercado em que, segundo a reportagem da Record News, apenas 2% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Sua trajetória, marcada por desafios pessoais e profissionais, é apresentada como uma história de superação dentro de um universo ainda majoritariamente masculino.
O início da empresa coincidiu com um dos momentos mais difíceis de sua vida. Diana conta que estava grávida de cinco meses enquanto fundava o negócio, em uma gestação de risco de trigêmeos. Dois dos bebês não sobreviveram, e apenas a filha resistiu. Ela lembra da angústia daquele período, já que o sonho de ser mãe caminhava lado a lado com o esforço de tirar a empresa do papel.
Suas origens também ajudam a explicar a determinação. O pai era motorista de carga, ligado ao transporte de uma companhia aérea, e passava grande parte da vida na estrada. A mãe, doméstica e costureira, criou praticamente sozinha os três filhos e sempre deu força à família, valores que Diana carregou para a vida profissional.
Antes de empreender, Diana trabalhava na área de logística, como vendedora de frete internacional. Foi ali que guardou o dinheiro que recebia de comissão e, aos poucos, juntou o suficiente para abrir o próprio negócio. Ela faz questão de ressaltar que construiu tudo sem a ajuda de ninguém, que não é herdeira e que cada etapa foi conquistada passo a passo, com muita garra.
Um dos motivos para abrir a empresa era poder criar a filha e ter mais controle sobre o próprio horário. Na prática, porém, ela admite que ser dona de um negócio sem sócio acaba consumindo mais tempo do que gostaria. Por isso, diz manter-se comedida, já que a filha ainda precisa de sua presença próxima no dia a dia.
Foi a partir dessa necessidade que Diana viu a importância de contar com gestores e de investir continuamente na empresa. Para ela, não basta ter um negócio mirando apenas o retorno financeiro, sendo preciso ter investimento, foco e clareza sobre onde se quer chegar, especialmente em um mercado que considera bastante desafiador.
Sobre o que a fazia ter sucesso nas negociações, Diana afirma que sempre conheceu muito bem aquilo que vendia e confiava no próprio produto. Ela cita uma frase que diz ter adotado, a de nunca vender algo que não compraria. A empresária acrescenta que cometer erros faz parte da gestão e que isso não deve ser motivo para desistir, mas sim para acreditar em si mesma e seguir com foco.
