Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de tarifas voltado a 60 paises, e o Brasil esta entre os atingidos. Trata-se de mais um tarifaco, desta vez de 12,5%, que passara a incidir sobre as exportacoes brasileiras para o mercado americano. Com a nova cobranca, o Brasil vai acumular ate 37,5% de impostos, ja que a alicota se soma aos 25% aplicados na taxacao anterior.
Segundo as informacoes, as aliquotas foram divididas em tres grupos. A importacao de produtos feitos com trabalho forcado passara a pagar 10%, faixa em que estao paises como Canada, Reino Unido, India, Mexico, Argentina e Equador. Ja para determinados produtos da Uniao Europeia, do Japao, da Coreia do Sul, de Taiwan e da Suica, as tarifas variam entre 10% e 12,5%.
O Brasil aparece entre os paises que serao mais afetados e passara a pagar uma tarifa de 12,5% sobre o que exporta para os Estados Unidos. Na pratica, ao somar essa cobranca com a taxacao anterior, o total de impostos sobre os produtos brasileiros pode chegar a 37,5%, um patamar que preocupa exportadores e o proprio governo brasileiro.
De acordo com o governo americano, a medida foi adotada porque esses paises nao proibem ou nao fiscalizam de forma eficaz a importacao de produtos fabricados com trabalho forcado. A decisao, segundo Washington, e resultado de uma investigacao que durou mais de quatro meses, com audiencias publicas e consultas a dezenas de governos antes da definicao das aliquotas.
A cobranca extra imposta ao Brasil e considerada injusta por autoridades, especialistas e pelo proprio mercado. O argumento e que, ha decadas, o Brasil e reconhecido pela Organizacao Internacional do Trabalho como um dos paises com melhor modelo de fiscalizacao e de combate ao trabalho forcado, o que contradiz a justificativa usada para incluir o pais na lista.
O anuncio ocorre em um momento de tensao no comercio internacional e deve reforcar o debate sobre os impactos das barreiras comerciais americanas na economia brasileira. Com a soma das aliquotas, os exportadores brasileiros passam a enfrentar um custo maior para vender aos Estados Unidos, o que tende a pressionar setores que dependem do mercado americano e a manter o tema no centro das negociacoes entre os dois paises.
