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EUA excluem cafe e carne bovina de possivel tarifa de 25% ao Brasil

EUA excluem cafe e carne bovina de possivel tarifa de 25% ao Brasil | AVALW News

O Departamento de Comercio dos Estados Unidos recomendou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros na Secao 301, mas cafe, carne bovina, suco de laranja, manga e frutos do mar ficaram de fora. Cerca de 20% das exportacoes brasileiras aos EUA seriam afetadas. Em novos desdobramentos, o prazo para a decisão final dos Estados Unidos se encerra nesta quarta-feira, o Brasil classificou as tarifas de injustas após uma nova reunião bilateral, e o governo estuda medidas de reciprocidade, enquanto as taxas podem atingir mais de 4 mil produtos.

O Departamento de Comercio dos Estados Unidos recomendou a aplicacao de tarifa de 25% sobre uma serie de produtos brasileiros no ambito da Secao 301, alegando que praticas do governo brasileiro seriam irrazoaveis e restritivas ao comercio norte-americano. No entanto, produtos fundamentais do agronegocio ficaram de fora.

Cafe, carne bovina, suco de laranja, manga, hortalicas, frutos do mar, nozes, especiarias e amido de mandioca estao entre os produtos excluidos da possivel tarifa. Segundo economistas, a Casa Branca levou em consideracao que esses itens encarecem a vida do consumidor americano basico e geram inflacao.

Cerca de 20% das exportacoes brasileiras para os Estados Unidos seriam afetadas pela tarifa, caso a recomendacao seja implementada. O economista Igor Lucena destacou que a medida nao e imediata, pois trata-se de uma sugestao do Departamento de Comercio que ainda pode ser negociada.

O governo brasileiro ja se manifestou disposto ao dialogo. O presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciaram que vao ouvir empresarios de todos os setores antes de levar um pacote de informacoes ao governo norte-americano. A diplomacia sera o caminho prioritario.

O prazo maximo para envio de solicitacoes de comparecimento a audiencia publica e 22 de junho. Apos o encerramento dos prazos, a recomendacao pode se tornar politica ativa da Casa Branca, o que torna urgente a negociacao bilateral.

A China foi um dos primeiros paises a defender o Brasil quando a Secao 301 foi anunciada. Analistas alertam que quanto mais o Brasil tem animosidade com os EUA, mais espaco se abre para a influencia geopolitica chinesa, especialmente no setor automobilistico e tecnologico.

Especialistas defendem que o Brasil precisa repensar sua estrategia de lobby internacional, nao como abertura para corrupcao, mas como sistema de defesa da industria e do agronegocio nacional. Sem essa capacidade, o pais continuara vulneravel a sancoes comerciais de grandes potencias.

Em novos desdobramentos, o prazo para que os Estados Unidos definam se aplicam ou não as tarifas contra os produtos brasileiros se encerra nesta quarta-feira. Segundo o relato, o escritório do representante comercial dos Estados Unidos abriu a investigação com base na Seção 301, sobre supostas práticas desleais do Brasil, e chegou a apontar que o Pix prejudicaria empresas americanas, argumento ao qual o governo brasileiro se opõe desde o início da disputa.

O governo brasileiro tem respondido com dados e com negociação. De acordo com o relato, o Brasil apresentou informações que buscam desmentir as acusações, como a queda no desmatamento e as ações contra a pirataria e a corrupção, além de argumentar que o Pix, na prática, aumenta o uso de cartões de crédito. Entidades brasileiras participaram de audiências nos Estados Unidos na semana passada, e houve uma nova reunião entre os dois governos nesta semana, com o Brasil classificando as tarifas de injustas.

Os números em jogo ajudam a explicar a preocupação. Segundo o relato, além da tarifa de 25%, que tem exceções como frutas, café, petróleo, aeronaves e carnes, há ainda a possibilidade de uma cobrança adicional de 12,5% ligada a uma suposta falta de ação do Brasil contra o trabalho forçado, e as taxas poderiam atingir mais de 4 mil produtos, entre eles açúcar, madeira, alumínio, ferro e café solúvel. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio afirma que as recomendações do órgão americano não têm fundamento técnico e não justificam novas barreiras, e o governo estuda medidas de reciprocidade caso as tarifas sejam efetivamente aplicadas.

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