A Natura informou ao mercado que espera uma receita líquida consolidada entre 5,1 e 5,2 bilhões de reais no segundo trimestre deste ano. A comunicação antecipa números que ajudam a desenhar o cenário financeiro da companhia antes da divulgação de seu balanço.
A projeção representa uma queda de 9 a 10% em relação ao mesmo período de 2025, um recuo relevante para uma das principais empresas do setor no país. Trata-se de uma sinalização de que o trimestre foi mais desafiador do que em anos anteriores.
A própria companhia fez questão de destacar que os dados são preliminares e antecedem a divulgação oficial do balanço. O relatório completo, com os números definitivos, está previsto para o dia 10 de agosto, quando os resultados serão detalhados de forma oficial.
De acordo com a Natura, o principal fator de pressão sobre o desempenho foi o resultado das operações no Brasil. O mercado interno acabou pesando de forma decisiva no conjunto dos números apresentados de maneira preliminar.
A empresa atribui o resultado a um ambiente de consumo mais fraco, combinado com desafios operacionais enfrentados ao longo do trimestre. A soma desses dois elementos ajudou a explicar a retração projetada na receita líquida consolidada.
Entre os problemas apontados estão a escassez de produtos provocada pela implantação de um novo sistema de planejamento, a atualização da plataforma SAP e a redistribuição da produção após o fechamento da fábrica de Interlagos. Esses pontos operacionais afetaram diretamente o desempenho no período.
Com a projeção divulgada, o mercado passa agora a aguardar o balanço oficial de agosto para confirmar os números e entender em detalhes como a companhia pretende reagir aos desafios enfrentados no segundo trimestre.
