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Vendas no comércio brasileiro recuam 1,5% em abril e interrompem sequência de altas

Vendas no comércio brasileiro recuam 1,5% em abril e interrompem sequência de altas

As vendas no setor do comércio recuaram 1,5% em abril, segundo o IBGE, interrompendo uma sequência positiva de três meses. É o pior resultado desde junho de 2022, quando o índice caiu 2,8%. Na comparação anual houve alta de 1%, e o conflito no Oriente Médio, que afetou o preço dos combustíveis, foi apontado como principal fator.

As vendas no setor do comércio no Brasil recuaram 1,5% no mês de abril, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. O resultado marca uma reviravolta para um setor que vinha mostrando sinais de recuperação nos meses anteriores e voltou a chamar atenção para o ritmo do consumo no país.

A queda representa uma interrupção na sequência positiva que o comércio vinha registrando. Antes do recuo de abril, o setor havia acumulado três meses seguidos de avanço, de modo que o número rompe com essa trajetória de altas consecutivas.

Segundo o IBGE, o desempenho de abril é também o pior registrado desde junho de 2022. Naquele mês, as vendas haviam recuado 2,8%, e a comparação ajuda a dimensionar a intensidade da retração observada agora no comércio.

Apesar do resultado negativo na comparação mensal, o quadro não é totalmente desfavorável. Quando se compara abril com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 1%, o que indica que, na base anual, o setor ainda mantém um saldo positivo.

O recuo de abril também teve efeito sobre a média móvel trimestral, um indicador acompanhado para suavizar oscilações pontuais. Com a queda do mês, essa média móvel passou a registrar uma variação nula, refletindo um momento de estabilidade após o período de avanços.

Entre os fatores citados para explicar o desempenho, o destaque foi o conflito no Oriente Médio, que afetou o valor dos combustíveis em nível global. Esse movimento foi apontado como o principal elemento por trás do recuo observado nas vendas do comércio em abril.

No conjunto, os números traçam um cenário de sinais mistos para o comércio brasileiro: uma queda mensal expressiva que interrompe a sequência de altas e iguala o pior resultado em quase dois anos, mas que ainda convive com um avanço na comparação anual e com uma média trimestral estável, à espera dos próximos dados do setor.

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