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Empresas usam logística colaborativa e torres de controle para reduzir caminhões que rodam vazios pelas estradas do Brasil

Empresas usam logística colaborativa e torres de controle para reduzir caminhões que rodam vazios pelas estradas do Brasil

Apesar dos esforços para reduzir custos, uma parcela significativa dos caminhões ainda roda vazia em algum trecho. Para mudar isso, uma startup criou a primeira plataforma de logística colaborativa do Brasil e empresas montaram torres de controle, como a de Jundiaí, onde mais de 80% das viagens da frota voltam carregadas.

Apesar dos esforços do pessoal da logística para reduzir custos nas transportadoras, uma parcela significativa dos caminhões ainda roda vazia em algum trecho das estradas brasileiras. O problema vem de várias fontes, já que o setor de transportes exige eficiência e os clientes buscam cada vez mais reduzir custos, em um cenário em que transportar espaço vazio sai caro.

Uma das respostas a esse desafio veio de uma startup que desenvolveu a primeira plataforma de logística colaborativa do Brasil. Segundo Pedro, responsável pela empresa, a plataforma identifica companhias que têm carga para todos os cantos do país e busca quem pode colaborar, conectando essa demanda com transportadores parceiros que realizam o transporte.

Essa colaboração, afirma, está acontecendo cada vez mais no transporte e se apoia fortemente na tecnologia. Hoje existem várias operações, principalmente em conexão com a ferrovia, em que a previsibilidade permite buscar a carga e complementar o modal ferroviário, considerado mais eficiente e mais limpo, com a última perna de entrega ao cliente feita por uma carreta a biometano.

Um exemplo dessa estrutura está na operação de uma empresa no município de Jundiaí, em São Paulo. Ali, Eduardo Loiola, um dos responsáveis pela chamada torre de controle, atua na sala onde ele e a equipe acompanham em detalhes o desempenho de cada caminhão que sai da unidade.

O grande desafio, explica, é garantir o frete de ida e também o frete de retorno, porque o que mais circula nas estradas, muitas vezes, é ar. A ideia é simples: caminhão bom é caminhão cheio em circulação, e não caminhão parado. A torre de controle traz essa sinergia logística, alocando carga na ida e na volta, tanto com a frota própria quanto com parceiros terceiros.

O resultado aparece nos números da operação. Mais de 80% das viagens da frota própria voltam carregadas. O que não retorna com carga, segundo a empresa, faz parte de alguma estratégia para dar velocidade à operação e garantir o nível de serviço das suas plantas.

Para que todo o sistema funcione, o caminhoneiro é apontado como peça fundamental. Sem a adesão dele à tecnologia, nada disso dá certo, e por isso as ferramentas precisam ser simples e fáceis, capazes de trazer valor no dia a dia. As viagens são monitoradas por sinal de satélite, o que reduz a necessidade de o motorista informar manualmente chegada e saída e aumenta a segurança dos processos, ainda que em muitos casos ele também registre esses momentos no aplicativo.

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