O agronegócio do estado de São Paulo registrou um superávit de mais de 8 bilhões de dólares nos primeiros cinco meses do ano. O resultado reforça o peso do setor na balança comercial paulista e confirma o agro como um dos principais motores das exportações do estado, mesmo em um cenário de oscilação de preços no mercado internacional.
De acordo com os dados apresentados, as exportações do agronegócio paulista somaram 10 bilhões e 850 milhões de dólares no período, enquanto as importações ficaram em torno de 2,5 bilhões de dólares. O confronto entre os dois valores resultou em um saldo positivo de 8 bilhões e 370 milhões de dólares, o superávit que marca o desempenho do setor nesses cinco meses do ano. No período, o estado registrou ainda uma alta de 5,2% no volume exportado.
O agro teve participação expressiva no comércio exterior do estado. No recorte considerado, o setor respondeu por 38,5% de toda a exportação de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual. A diferença entre esses percentuais ajuda a explicar o tamanho do superávit acumulado.
Entre os produtos que puxaram as vendas externas, o complexo sucroalcooleiro se destacou, sendo responsável por 21% de tudo o que foi vendido ao exterior pelo agro paulista. Em seguida apareceu o setor de carne, que respondeu por 17% das vendas externas, consolidando os dois segmentos como os principais itens da pauta de exportação do estado.
Apesar do saldo positivo, o desempenho foi influenciado por fatores de preço. Segundo a análise apresentada, o principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como o açúcar e o suco de laranja, o que afetou os valores movimentados pelo setor mesmo diante do volume exportado.
O momento, no entanto, é descrito como de incertezas para as exportações brasileiras. Há a avaliação de que o quadro pode afetar as vendas externas, tanto paulistas quanto do conjunto do país, no segundo semestre, e de que será preciso aguardar os novos números para uma análise mais criteriosa sobre o rumo do agronegócio nos próximos meses.
