As novas regras tarifárias dos Estados Unidos podem elevar de forma significativa a sobretaxa sobre os produtos brasileiros. Segundo as informações apresentadas, a maior parte dos itens passaria a ter uma tarifa de 37,5%, um patamar bem acima do que vigora atualmente para o comércio entre os dois países.
O alcance da medida é amplo. Na prática, as novas regras podem fazer com que mais da metade dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passe a pagar algum tipo de sobretaxa, ampliando de forma expressiva o número de setores afetados pela mudança.
O contraste com a situação atual ajuda a dimensionar o impacto. Hoje, o percentual de produtos brasileiros sujeitos a sobretaxa é de 18,9%, de modo que a nova regra representaria um salto importante na parcela de mercadorias atingidas pelas tarifas americanas.
Entre as preocupações está o efeito sobre a economia brasileira. A avaliação é de que a medida pode reduzir a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano e, com isso, afetar empregos e investimentos ligados ao setor exportador.
Há ainda a dificuldade de encontrar alternativas para escoar a produção. O cenário internacional marcado por conflitos pode dificultar que outros países absorvam as exportações que deixarem de ser vendidas aos Estados Unidos, segundo a análise apresentada.
Diante desse quadro, uma avaliação do setor reconheceu que haverá obstáculos. Será difícil recolocar toda a produção que deixar de ser exportada para o mercado americano, o que reforça a preocupação com os efeitos das novas tarifas sobre a atividade econômica.
No campo da negociação, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Comércio, Márcio Elias Rosa, buscam um acerto com seus pares nos Estados Unidos, Scott Bessent e Howard Lutnick, em uma tentativa de reduzir os impactos das novas regras sobre o comércio entre os dois países.
