As tempestades que atingiram Pernambuco deixaram um rastro de prejuízo na zona da mata do estado. Mais de 500 pessoas seguem fora de casa depois que as chuvas provocaram o transbordo do canal de Goiana, que invadiu ruas e residências e forçou a saída de moradores que vivem às margens do curso d'água.
O cenário nas áreas atingidas é de água por toda parte e de famílias tentando salvar o que foi possível. Um dos moradores que vivem ao lado do canal relatou ter perdido tudo na enchente, incluindo os alimentos que tinha em casa, um retrato da dimensão dos danos enfrentados por quem mora na região.
Diante da subida das águas, mais de 500 pessoas foram levadas para cinco abrigos montados em escolas do município. A estrutura improvisada passou a concentrar as famílias desalojadas, que agora dependem do poder público e de doações enquanto não conseguem voltar para casa.
Nos abrigos, porém, surgiram queixas sobre as condições. Em um deles foi encontrada uma infestação de carrapatos, situação que, segundo as autoridades, foi isolada e estaria resolvida. O episódio expôs as dificuldades de acomodar um grande número de desabrigados em espaços que não foram pensados para esse fim.
A situação é ainda mais delicada para algumas famílias. Um morador contou ter dois netos pequenos, um de cinco meses e outro de um ano, e afirmou não ter condições de permanecer em um abrigo com crianças tão novas, o que ilustra os desafios humanos por trás dos números da tragédia.
Enquanto a água não baixa totalmente, equipes da prefeitura trabalham na limpeza das ruas e no cadastramento das famílias atingidas, passo necessário para organizar o atendimento e eventuais auxílios. A expectativa dos moradores é poder retornar às suas casas assim que as condições permitirem e a estrutura for restabelecida.
