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Governo brasileiro anuncia pacote de R$ 1,3 bilhão para reduzir os efeitos do El Niño

Governo brasileiro anuncia pacote de R$ 1,3 bilhão para reduzir os efeitos do El Niño

O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para reduzir os efeitos do El Niño no país, com investimentos que chegam a 1 bilhão e 300 milhões de reais. Entre as ações estão a estocagem de alimentos, o monitoramento climático, a fiscalização ambiental e o combate a incêndios. O El Niño aumenta a temperatura das águas do oceano Pacífico e provoca alterações no clima do Brasil, trazendo seca no Norte e no Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e enchentes na região Sul. Para a professora de Oceanografia e Clima da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Rodrigues, as medidas são paliativas e o país precisa de políticas de longo prazo diante de eventos que tendem a ficar mais frequentes.

O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para reduzir os efeitos do El Niño no país. Segundo o que foi divulgado, os investimentos chegam a 1 bilhão e 300 milhões de reais, voltados para diminuir os impactos do fenômeno climático que volta a preocupar diferentes regiões do Brasil ao longo dos próximos meses.

As ações previstas abrangem várias frentes. Entre elas estão a estocagem de alimentos, o monitoramento climático, a fiscalização ambiental e o combate a incêndios. O conjunto de medidas busca preparar o país e a sua estrutura de resposta para o cenário esperado com a chegada do fenômeno.

O El Niño é um fenômeno climático com origem no oceano. Ele aumenta a temperatura das águas no oceano Pacífico e, a partir dessa mudança, provoca alterações no clima do Brasil. Esse aquecimento das águas tem desdobramentos diferentes de acordo com a região do país, o que exige atenção específica em cada área.

Os efeitos se distribuem de forma desigual pelo território brasileiro. O fenômeno traz seca no Norte e no Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e enchentes na região Sul. Esse mapa de impactos ajuda a explicar por que a preparação precisa considerar realidades bastante distintas dentro do mesmo país.

Para comentar o tema, a Record News conversou com a professora de Oceanografia e Clima da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Rodrigues, apresentada como uma referência mundial no estudo do El Niño. Segundo ela, a chegada do fenômeno já era esperada, com a previsão conhecida há cerca de três meses e confirmada com mais segurança há cerca de um mês.

A pesquisadora avaliou que as medidas anunciadas têm caráter paliativo. Para ela, além de responder ao evento previsto para os próximos meses, o Brasil precisa de políticas de longo prazo, já que as mudanças climáticas tendem a tornar esses eventos mais frequentes. Ela apontou a ausência de uma política de longo prazo como uma lacuna a ser enfrentada.

Entre as medidas de longo prazo, Regina Rodrigues citou a necessidade de um planejamento urbano mais cuidadoso e de uma infraestrutura mais resiliente. Ela defendeu evitar a construção de habitações em áreas de risco, especialmente no Sul do país, sujeitas a enchentes e deslizamentos, e destacou a importância de manter os sistemas de drenagem sempre bem conservados para reduzir os impactos.

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