O ritmo de destruição da maior floresta tropical do mundo mostrou um novo recuo no primeiro semestre deste ano. Segundo o relato, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, apontam que, entre janeiro e junho, foram identificados 1.295 quilômetros quadrados de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa na Amazônia, o menor número desde o início do monitoramento, em 2016.
O resultado representa um marco para o período analisado. De acordo com o relato, além de ser um recorde para o semestre, o mês de junho também registrou uma queda expressiva na quantidade de alertas, com 35% a menos do que no mesmo mês do ano anterior, o que reforça a tendência de redução observada ao longo dos primeiros meses do ano na região amazônica.
Os números vêm de um sistema de monitoramento por satélite. Segundo o relato, para detectar o desmatamento praticamente em tempo real, o INPE utiliza o sistema conhecido como DETER, que faz uma leitura rápida e dinâmica, aponta onde a destruição está acontecendo e mobiliza as forças de fiscalização, como o IBAMA, para agir de forma mais ágil nas áreas afetadas.
Para os especialistas, os avanços são resultado de um esforço contínuo de proteção. De acordo com o relato, a queda é atribuída a um trabalho que persiste em preservar a floresta, com investimento em agências como o IBAMA e o ICMBio, na proteção das populações indígenas e na retirada do crime ambiental das áreas de mata, o que faz os números melhorarem mês a mês.
A confiabilidade dos dados também foi destacada como peça central desse processo. Segundo o relato, foi ressaltado que só é possível construir uma política pública eficiente a partir de dados concretos e críveis, que permitam planejar as ações, acompanhar a execução e medir os resultados ao longo do tempo, sem depender de estimativas pouco precisas sobre a floresta.
O monitoramento, porém, não se limita à Amazônia. De acordo com o relato, o INPE também acompanha o Cerrado, que igualmente teve redução nos sinais de perda de vegetação, com 3.142 quilômetros quadrados no primeiro semestre, o menor valor para o período desde 2021. Ainda assim, o bioma segue concentrando a maior área sob alerta, com um volume mais de duas vezes superior ao registrado na Amazônia.
Diante do cenário, a meta de longo prazo voltou a ser defendida como viável. Segundo o relato, avalia-se que o fim do desmatamento é absolutamente possível no Brasil, país que tem esse objetivo para 2030, e que a preservação pode ser conciliada com a produção de alimentos, já que há áreas abertas em quantidade suficiente para serem recuperadas e exploradas sem avançar sobre novos trechos de florestas ou biomas nativos.
