O governo de Mato Grosso firmou um contrato de R$ 31 milhões para reforçar o combate aos incêndios florestais no estado. O valor foi destinado ao aluguel de aeronaves, em uma medida voltada a dar mais capacidade de resposta às queimadas que ganham força a cada temporada mais seca do ano.
O contrato estabelece condições específicas para o uso das aeronaves. De acordo com as informações, os aviões precisam estar prontos para entrar em ação, o que inclui estar abastecidos com combustível, contar com piloto e toda a manutenção necessária, além de uma equipe de apoio dedicada aos combates dentro do estado.
A forma de cobrança também foi definida no acordo. Segundo o relato, o pagamento será feito conforme o uso das aeronaves, um modelo que vincula o custo à efetiva utilização dos aviões nas operações de combate ao fogo ao longo do período contratado.
A contratação ocorre em um momento sensível do calendário ambiental. Com a chegada da seca, aumentam os focos de incêndio no estado, e as condições mais secas favorecem tanto o surgimento quanto o alastramento das chamas em áreas de vegetação, o que exige uma estrutura de resposta mais robusta.
Duas regiões concentram grande parte da preocupação. De acordo com as informações, os focos de incêndio se intensificam principalmente no Pantanal e também na região amazônica, dois biomas de enorme relevância ambiental que costumam ser fortemente pressionados pelo fogo durante a estação seca.
Com as aeronaves à disposição, o estado busca ampliar a capacidade de agir rapidamente sobre os focos antes que eles se transformem em grandes incêndios. O reforço aéreo tende a ser especialmente importante em áreas de difícil acesso, onde o combate por terra encontra mais obstáculos, à medida que a temporada de queimadas avança.
