A Defesa Civil do Rio Grande do Sul já contabiliza 143 municípios com danos provocados pela chuva forte que atinge o estado. Com os rios transbordando em diferentes pontos, o medo de uma grande enchente voltou a preocupar os gaúchos, em um cenário que reacende lembranças recentes de temporais severos na região.
Um dos pontos mais críticos até o momento é São Sebastião do Caí, cidade que fica a cerca de 60 quilômetros de Porto Alegre. Ali, o rio atingiu a cota de inundação ainda durante a madrugada, o que obrigou as autoridades a agirem rapidamente para proteger os moradores das áreas mais próximas da água.
Durante a manhã, equipes da Defesa Civil retiraram diversas famílias das áreas ribeirinhas e as encaminharam para um abrigo montado na cidade. Segundo o balanço, mais de 200 pessoas estão fora de casa, deslocadas para locais seguros enquanto o nível dos rios segue sendo monitorado de perto.
O volume de chuva ajuda a explicar a rapidez com que a situação se agravou. Oito municípios registraram mais de 170 milímetros de chuva em apenas 24 horas, um acúmulo expressivo que sobrecarregou o solo e os cursos d'água em pouco tempo e contribuiu para o transbordamento dos rios.
Além da chuva intensa, os ventos também causaram estragos. As rajadas chegaram a 72 quilômetros por hora, derrubando estruturas e aumentando os danos já provocados pela água. A combinação de chuva forte e vento elevou o risco em diversas localidades do estado ao longo do dia.
Apesar do susto e da rápida evolução do quadro, não houve registro de pessoas feridas até o momento. A retirada preventiva de moradores das áreas de risco foi apontada como fundamental para evitar consequências mais graves diante da subida das águas.
As autoridades seguem acompanhando a situação, com atenção especial aos rios que continuam próximos ou acima da cota de inundação. Enquanto o estado tenta conter os efeitos das chuvas e do vento, o temor de uma nova grande enchente mantém as equipes de emergência em alerta e os moradores das margens em vigilância constante.
