O Rio Grande do Norte vive dias de forte instabilidade, com mais de 100 cidades em estado de alerta porque não para de chover no estado. O volume acumulado de água tem provocado alagamentos e transtornos em diferentes pontos, deixando moradores em situação de vulnerabilidade e exigindo atenção redobrada das autoridades e das equipes de monitoramento.
Um dos cartões-postais do estado também foi afetado. Na praia de Ponta Negra, uma das mais visitadas do Rio Grande do Norte, a chuva se acumulou e provocou alagamentos. Em determinados trechos, a água chegou a formar uma correnteza. Moradores e comerciantes relataram que, sempre que as chuvas dão trégua, máquinas precisam ser acionadas para repor a areia e recuperar a orla.
Os números ajudam a dimensionar a intensidade do temporal. Em menos de um dia, já havia chovido em Natal a metade do volume que era previsto para todo o mês. Segundo os meteorologistas, o cenário não deve mudar tão cedo, já que a expectativa é de que continue chovendo ao longo da semana, o que mantém elevado o risco de novos alagamentos.
A rotina de serviços essenciais também sofreu impacto. Em uma escola municipal, cinco das dez salas apresentaram infiltrações por causa da chuva. Diante do problema, as aulas foram suspensas, e os funcionários passaram o dia tentando retirar a água e secar o colégio, num esforço para evitar danos maiores à estrutura e permitir a volta das atividades.
Enquanto o tempo permanece instável, os transtornos se espalham pela cidade. Moradores relataram o sofrimento causado pelas enchentes e pela dificuldade de circular em meio à água acumulada. O acumulado de chuva aumentou os riscos em diferentes pontos, e situações de perigo foram registradas, como a de pessoas que se arriscaram para atravessar uma ponte que estava interditada.
As autoridades seguem monitorando as áreas consideradas de risco, diante da previsão de continuidade das instabilidades. Com o solo já encharcado e os sistemas de drenagem sobrecarregados, o alerta permanece em vigor em grande parte do estado. A orientação é de que a população evite áreas alagadas e redobre os cuidados enquanto as chuvas persistirem no Rio Grande do Norte.
