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Enchentes voltam ao Rio Grande do Sul e atingem 52 cidades

Enchentes voltam ao Rio Grande do Sul e atingem 52 cidades

Dois anos após a maior enchente da história do Brasil, o Rio Grande do Sul voltou a viver dias de angústia, com cidades e bairros inteiros alagados pela chuva. Já são 52 as cidades atingidas e a Defesa Civil emitiu alerta para a elevação do nível de 10 rios no estado. Em Porto Alegre, choveu em dois dias quase todo o volume previsto para julho.

Dois anos depois de enfrentar a maior enchente da história do Brasil, o Rio Grande do Sul voltou a viver dias de angústia. Cidades e bairros inteiros amanheceram alagados pela chuva, e o balanço mais recente já aponta 52 municípios gaúchos atingidos, à medida que a água invade ruas e casas em diferentes regiões do estado.

Algumas cenas resumiram a gravidade do momento. No norte gaúcho, na cidade de Ciríaco, um idoso precisou ser retirado pela janela de um carro que ficou preso em meio a uma forte correnteza, agarrando-se ao veículo enquanto era socorrido. Já em Frederico Westphalen, um vendaval derrubou a vitrine de uma concessionária e atingiu um funcionário, que não ficou ferido.

Na região metropolitana de Porto Alegre, os moradores tentavam conter a água que avançava. Em Canoas, uma moradora relatou que a água já batia na porta da cozinha e que ela improvisou uma barricada com sacos de areia para tentar impedir que tudo entrasse na residência. O esforço, porém, esbarrava na força da enxurrada.

Na capital gaúcha, a zona norte foi a área mais afetada, com bueiros que não deram vazão à enxurrada e acabaram transbordando pelas ruas. O volume de chuva impressiona: nos últimos dois dias, choveu em Porto Alegre o equivalente a quase todo o total esperado para o mês de julho, o que ajuda a explicar a rapidez dos alagamentos.

O cenário mantém a Defesa Civil em alerta. O órgão emitiu um aviso para a elevação do nível de 10 rios no estado, e ao menos um deles já transbordou. Mesmo diante do risco, motoristas se arriscaram para atravessar uma ponte que estava interditada, reforçando a preocupação das autoridades com novos acidentes enquanto a instabilidade continua.

A memória da tragédia de 2024 pesa sobre o estado. As áreas consideradas de risco para alagamentos e inundações passaram a ser monitoradas de perto, e, desde a enchente histórica daquele ano, um sistema começou a emitir alertas sonoros aos moradores dessas regiões, orientando a população sempre que há perigo iminente diante do avanço das águas.

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