Uma chuva forte atingiu Brasília e Goiânia no fim de semana e chamou a atenção pela intensidade e pelos estragos que provocou. Segundo as informações apresentadas, a última tempestade desse tipo nessa época do ano na região aconteceu quase 40 anos atrás, o que ajuda a explicar o impacto causado pelo temporal nas duas cidades.
Os estragos foram registrados por toda a cidade. Um dos casos de maior repercussão ocorreu na Santa Casa, onde o teto cedeu e pacientes tiveram que ser removidos do local. A necessidade de retirar pessoas internadas em meio à chuva mostra a gravidade do que aconteceu durante o temporal.
Além do hospital, a cobertura de um projeto social também caiu por causa da força da chuva. O temporal ainda veio acompanhado de granizo, que chegou a se acumular a ponto de encher um balde de gelo, segundo o relato apresentado, reforçando o caráter atípico do fenômeno para o período.
O episódio surpreende porque, em Goiás, as estações são bem definidas entre o período chuvoso e o de estiagem. Junho, historicamente, é um dos meses mais secos do ano, com média de apenas 9 milímetros de chuva, o que torna uma tempestade dessa intensidade algo fora do comum para esse momento do calendário.
Apesar disso, o volume registrado foi muito acima do previsto. Em algumas regiões de Goiânia, choveu em apenas uma hora sete vezes mais do que o esperado para todo o mês de junho, uma diferença que dá a dimensão do quanto o temporal fugiu do padrão típico da estação seca.
A combinação entre a chuva intensa, o granizo e a época normalmente seca explica por que o temporal causou tantos transtornos em pouco tempo. Os danos a estruturas como um hospital e um projeto social indicam o alcance dos estragos, em um fim de semana marcado por um fenômeno que há décadas não se via com essa força na região.
