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Pantanal reforça prevenção a incêndios com emergência ambiental em Corumbá

Pantanal reforça prevenção a incêndios com emergência ambiental em Corumbá

Brigadistas do Ibama reforçam no Pantanal o alerta sobre a proibição do uso do fogo, diante do risco de incêndios florestais no período de seca. Corumbá, em Mato Grosso do Sul, é o município com o maior número de fazendas sob risco, e o governo estadual decretou situação de emergência ambiental por 180 dias. A estratégia é ampliar a prevenção antes do período mais crítico, entre julho e novembro.

Com o inverno se aproximando e a seca se tornando severa em muitas partes do Brasil, cresce a preocupação com o risco de incêndios florestais. Em Mato Grosso do Sul, o alerta de queimadas foi acionado, e as atenções se voltam para o Pantanal, um dos biomas mais sensíveis do país a esse tipo de tragédia ambiental.

Na região do Pantanal, brigadistas do Ibama reforçam junto às propriedades rurais o alerta sobre a proibição do uso do fogo, bem como a necessidade de autorização dos órgãos ambientais. O trabalho de conscientização busca evitar que o uso irregular do fogo se transforme em incêndios de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as áreas mais vulneráveis, Corumbá, em Mato Grosso do Sul, é o município com o maior número de fazendas sob risco de incêndios florestais. Diante desse cenário, o governo estadual decretou situação de emergência ambiental por 180 dias, em uma tentativa de antecipar as ações de combate e prevenção.

A estratégia dos órgãos ambientais é aumentar a prevenção antes do período mais crítico da seca, que se concentra entre os meses de julho e novembro. Nesse intervalo, as altas temperaturas contribuem para o avanço das queimadas, favorecendo uma propagação das chamas de forma muito mais intensa.

A operação de prevenção no Pantanal tem como objetivo evitar a repetição da tragédia de 2024, quando cerca de 2 milhões e 300 mil hectares foram atingidos pelo fogo. A lembrança da devastação daquele ano funciona como um alerta sobre a urgência de reforçar as medidas preventivas antes que a situação se agrave novamente.

No cenário ambiental mais amplo, um estudo feito pelo MapBiomas mostrou que em 2025 o desmatamento no país caiu mais de 20% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, a área desmatada no país chegou a quase 2.700 hectares por dia, e as falhas no combate ao desmatamento foram um dos argumentos usados pelos Estados Unidos para propor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras.

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