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Pesquisadores identificam 396 novos geoglifos na Amazonia sem cortar arvores

Pesquisadores identificam 396 novos geoglifos na Amazonia sem cortar arvores

Pesquisadores brasileiros e finlandeses conseguiram identificar geoglifos na Amazônia sem derrubar uma única árvore, sobrevoando áreas do Acre, do sul do Amazonas e regiões da Bolívia e do Peru. O estudo identificou 396 novos geoglifos, quando antes só 36 eram conhecidos na região. Segundo os pesquisadores, entre 2 e 3 milhões de pessoas viveram na área há mais de 2 mil anos.

Pela primeira vez, pesquisadores brasileiros e finlandeses conseguiram identificar geoglifos na Amazônia sem derrubar uma única árvore. O feito representa um avanço na forma de estudar a floresta, ao permitir localizar essas estruturas antigas sem a necessidade de desmatar áreas para enxergá-las, algo que até então limitava esse tipo de pesquisa na região amazônica.

Os geoglifos são grandes estruturas escavadas na terra por civilizações antigas e que, por sua forma e dimensão, só podem ser vistas do alto. Essas marcas gigantescas foram desenhadas há mais de 2 mil anos por povos que viveram na região amazônica antes da chegada dos europeus, e ficaram durante muito tempo praticamente invisíveis a quem passava pelo local.

Por um longo período, esses desenhos só podiam ser vistos em áreas que já haviam sido desmatadas. Durante séculos, as marcas permaneceram escondidas sob a floresta, e quem passava por aquelas regiões via apenas árvores, sem imaginar o que estava registrado no solo logo abaixo daquela imensidão verde.

Agora, a tecnologia mostra que a Amazônia guardava muito mais história do que se imaginava. Segundo o que foi apresentado, o que se via como apenas floresta esconde, sob o solo, uma outra Amazônia, e essa pode ser apenas a primeira página de um passado que só agora começa a ser revelado por meio das novas ferramentas de pesquisa.

Para chegar a esse resultado, o grupo de pesquisadores sobrevoou diferentes áreas da região. Foram percorridas partes do Acre e do sul do Amazonas, além de regiões da Bolívia e do Peru, ampliando a área analisada e permitindo mapear estruturas que estavam escondidas mesmo em trechos de mata fechada, sem a derrubada de árvores.

O levantamento identificou 396 novos geoglifos na região estudada. O número representa um salto expressivo em relação ao que se conhecia até então, já que antes apenas 36 dessas estruturas haviam sido registradas na mesma área. A descoberta amplia de forma significativa o mapa do que se sabia sobre a ocupação antiga da Amazônia.

A partir da escala e da quantidade dessas estruturas, os pesquisadores fazem uma estimativa sobre a população que habitou a região no passado. De acordo com o estudo, entre 2 e 3 milhões de pessoas viveram naquela área naquele período, o que ajuda a redimensionar a compreensão sobre as sociedades que ocuparam a floresta antes da chegada dos europeus.

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