O cantor Krigor, conhecido por ter sido a voz romântica do grupo Exalta Samba por quase uma década, tem dividido com o público a rotina de cuidados com a própria saúde. Aos 52 anos, ele afirma que chegou a hora de pensar em fisioterapia, academia e uma alimentação mais saudável, reconhecendo que precisa olhar para o corpo com mais atenção nesta fase da vida.
Na última semana, um novo episódio de sangramento levou Krigor à UTI. Segundo o relato dele, estava em casa dormindo quando, por volta das quatro horas da manhã, sentiu um enjoo, foi ao banheiro e percebeu novamente a mesma cor, sinal de sangramento. Ele procurou atendimento médico, recebeu medicação e foi alertado pela equipe de que aquela já era a terceira vez que retornava com o mesmo quadro depois de uma cirurgia.
Diante da repetição dos sintomas, os médicos precisaram realizar uma nova endoscopia para refazer a clipagem que já havia sido feita em junho do ano passado. A clipagem é um procedimento voltado para conter o sangramento e evitar novas hemorragias. O alerta deixado é claro: sempre que houver sinais como sangramento nas fezes ou vômitos com sangue, isso não deve ser tratado como algo normal e exige a procura imediata por um médico.
O histórico recente do cantor inclui ainda uma internação mais longa. Em setembro do ano passado, Krigor ficou dez dias internado, episódio que reforçou para ele a importância de não deixar a saúde em segundo plano. Em suas reflexões, ele compara o corpo humano a um carro que, sem manutenção, mesmo sendo novo, acaba dando trabalho, e defende a necessidade de manter um tratamento medicamentoso aliado a um estilo de vida mais saudável.
A voz rouca, que se tornou uma marca registrada do artista, também é consequência de um problema de saúde. Krigor convive com um desvio de septo e alterações nas cordas vocais, condições que afetam diretamente o seu instrumento de trabalho. Uma cirurgia que vinha sendo adiada havia anos está agora prevista para o início do ano que vem, e ele acredita que, se tivesse operado quatro anos atrás, talvez não tivesse enfrentado os atuais problemas de refluxo.
O planejamento da cirurgia foi pensado para encaixar na agenda profissional. A ideia é realizar o procedimento no período de janeiro até a metade de fevereiro, tempo considerado suficiente para operar, descansar bem e retornar aos palcos. O próprio cantor lembra que tem trabalhos já fechados até abril do ano que vem, o que reforça a necessidade de organizar o tratamento sem comprometer os compromissos.
Mesmo em meio aos cuidados médicos, Krigor segue em apresentações Brasil afora, e o desafio atual é justamente encontrar equilíbrio entre a rotina intensa dos palcos e a atenção com a própria saúde. Ele conta que o período de internação trouxe reflexões, que muitas coisas mudaram e que percebeu administrar não apenas a carreira, mas também a família, a produção e os projetos ao redor dela, fatores que às vezes ficam em segundo plano até que seja quase tarde demais.
