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Cinema brasileiro bate recorde de investimento público em 2025

Cinema brasileiro bate recorde de investimento público em 2025

O cinema brasileiro alcançou em 2025 um recorde histórico de investimento público, segundo a Ancine. Foram 1,41 bilhão de reais em fomento público, além de recordes no número de obras registradas e de salas em operação. As produções independentes somaram 2.500 registros, alta de 7%, e cresceram os registros no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O cinema brasileiro vive um momento de crescimento histórico. Segundo a Agência Nacional do Cinema, a Ancine, o setor alcançou em 2025 um recorde de investimento público destinado à produção audiovisual. Foram 1,41 bilhão de reais em fomento público, acompanhados também de recordes no número de obras registradas e de salas de cinema em operação no país.

O volume de produção acompanhou esse movimento. O número de obras cinematográficas registradas na Ancine foi o maior da série histórica, com o total representando uma alta de 4% em relação a 2024. Ainda assim, o Brasil, que lança cerca de 200 filmes por ano, ocupa por volta da 15ª posição no ranking mundial, bem atrás de países que dominam o setor, como Índia e Estados Unidos.

As produções independentes tiveram destaque no balanço. De acordo com os dados, foram 2.500 obras brasileiras independentes registradas em 2025, o que representa um crescimento de 7% na comparação anual. O número reforça o peso desse segmento dentro do conjunto da produção audiovisual nacional ao longo do último ano.

Outro ponto de crescimento foi a descentralização da produção. Houve aumento no número de registros de produtoras sediadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que somaram 810 obras em 2025, uma alta de 9% em relação ao ano anterior. O dado indica que a atividade cinematográfica vem ganhando força também fora do eixo tradicional do setor.

Apesar dos números positivos, especialistas ponderam que o crescimento não deve depender apenas do Estado. A avaliação é de que o setor precisa de outras fontes de captação de recursos, como plataformas de streaming, emissoras de televisão, financiamento privado, coproduções internacionais, distribuidoras e estratégias como o product placement, para ganhar escala de forma sustentável.

O caminho apontado é o de combinar o incentivo público com o mercado, garantindo maior sustentabilidade e um crescimento ainda maior em escala. Para as produtoras independentes, no entanto, o acesso ao investimento privado ainda é apontado como um dos principais obstáculos, o que mantém o fomento público como peça central para boa parte da produção nacional.

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