As contas públicas brasileiras voltaram a ficar no vermelho em junho. Segundo as informações apresentadas, o setor público consolidado teve um déficit de R$ 55,3 bilhões no mês, de acordo com o relatório de estatísticas fiscais divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira. O cálculo leva em conta dados da União, de estados, de municípios e também das empresas estatais.
O número foi comparado com o desempenho registrado um ano antes. Conforme o relato, no mesmo período do ano passado o saldo negativo havia sido de R$ 47,1 bilhões. A comparação ajuda a dimensionar a evolução das contas do setor público ao longo dos últimos doze meses e o tamanho do rombo apurado agora.
O resultado acumulado no ano também foi apresentado. De acordo com as informações, no acumulado do primeiro semestre deste ano as contas do governo registraram um déficit de R$ 80,2 bilhões, o que equivale a 1,2% do PIB, o Produto Interno Bruto do país. O dado reforça o desafio fiscal enfrentado pelo governo ao longo de 2026.
Em uma janela mais ampla, o quadro se mostra ainda mais expressivo. Segundo o relato, o setor público consolidado acumulou um déficit de R$ 157,2 bilhões em 12 meses, o equivalente a 1,19% do PIB. De acordo com as informações, o déficit está relacionado principalmente à antecipação dos pagamentos de precatórios feita neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O endividamento do país também foi detalhado no relatório. Conforme as informações, a dívida bruta do governo geral, que engloba o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, atingiu 81,9% do PIB, o equivalente a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026. Esse percentual representa um aumento de 0,9 ponto do PIB em relação ao mês anterior.
Diante desse cenário, o governo federal terá pela frente a tarefa de equilibrar as contas. De acordo com as informações, a meta para este ano é que as contas do governo tenham um superávit de 0,25% do PIB, o que equivale a cerca de R$ 34,3 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central e seguirão sendo acompanhados nos próximos meses.
