O número de ricos e o tamanho das fortunas no mundo atingiram um novo recorde em 2025, de acordo com um estudo publicado pela consultoria Capgemini. Mesmo com a desaceleração da inflação ao longo do ano, a concentração de patrimônio se intensificou, com apenas 1% desse grupo reunindo mais de um terço de todos os recursos destinados a investimentos.
A consultoria define como ricos aqueles que possuem mais de 1 milhão de dólares disponíveis para investimentos, além do imóvel principal de moradia. Esse contingente cresceu 7,9% no último ano, chegando a mais de 25 milhões de pessoas, o que representa quase 2 milhões a mais do que o registrado em 2024.
O maior número de milionários está concentrado na região da Ásia-Pacífico, impulsionado pelo setor de semicondutores, com Japão e China na liderança. Essa concentração geográfica reflete o peso da indústria de tecnologia na criação de novas fortunas ao redor do mundo nos últimos anos.
Dentro desse universo existe ainda um grupo mais exclusivo, o dos chamados super-ricos, definidos como aqueles que têm um patrimônio de 30 milhões de dólares. Segundo o estudo, são cerca de 250 mil super-ricos no mundo, um número que cresceu 9%, em um ritmo ainda mais acelerado do que o do grupo mais amplo de milionários.
A concentração de riqueza aparece mesmo dentro desse círculo privilegiado. Apenas 1% dos ricos detém cerca de 35% de toda a riqueza do grupo, e a desigualdade se torna ainda mais acentuada quando a análise se estende para além dos milionários e super-ricos, alcançando o restante da população.
Parte desse aumento é explicada pelo ambiente econômico de 2025. O ano transcorreu com uma inflação menor no mundo, o que ajuda, porque a inflação corrói o patrimônio e afeta diretamente esse tipo de medição, contribuindo para preservar as fortunas daqueles que estão no topo da pirâmide.
Outro fator decisivo foi o desempenho do mercado de ações, já que se trata de um grupo com maior concentração nesse tipo de investimento do que as faixas de menor renda. Boa parte dos ganhos do mercado acionário em 2025 que favoreceram os ricos e super-ricos é atribuída ao setor de tecnologia e de inteligência artificial.
