O governo do Distrito Federal apresentou nesta sexta-feira, em uma coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, um balanço das contas públicas locais. O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, afirmou que a relação entre as despesas e as receitas do governo caiu para 93,95%, um índice que anteriormente estava acima do limite de 95% e que agora ficou abaixo desse teto.
Segundo a explicação dada na coletiva, esse percentual é calculado a partir da relação entre o que entra no caixa do governo, ou seja, a receita, e aquilo que é gasto, a despesa. No período analisado, o Distrito Federal registrou 44,79 bilhões de reais em receitas correntes e 42,08 bilhões em despesas, o que resultou em um saldo positivo de 2,71 bilhões de reais para o GDF.
Com a melhora desses indicadores, o Distrito Federal recuperou de forma provisória a sua capacidade de pagamento, a chamada CAPAG, que passou da nota C para a nota A. De acordo com o secretário, esse resultado é reflexo do controle das despesas, do aumento da arrecadação e das medidas que foram adotadas para acompanhar de perto as contas públicas do governo local.
O modelo de gestão apresentado se apoia justamente nesse equilíbrio, com a ideia de segurar a despesa para que ela não perca o controle ao longo do ano e, ao mesmo tempo, acelerar a questão da receita. A exposição dos números foi usada para mostrar que o DF conseguiu reverter um quadro que antes era considerado mais grave nas suas contas.
Sobre o BRB, a candidata à reeleição afirmou que o GDF está comprometido com o acordo firmado no fim de maio e que, neste momento, o cumprimento depende da União. Ela destacou que fez várias tentativas de diálogos institucionais que não prosperaram e que, da parte do governo local, não houve nenhum tipo de arrogância ou de prepotência nesse processo.
Ainda nesta semana, o governo do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal uma petição reclamando da demora da União em dar andamento ao acordo. O entendimento prevê um empréstimo de cerca de 6,6 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Créditos para socorrer o BRB, uma operação considerada central para estabilizar a situação do banco.
Após o pedido, o ministro Luiz Fux agendou uma audiência de conciliação para a próxima quinta-feira, dia 13 de agosto, encontro em que o governo local espera esclarecer quais são os gargalos para o acordo não ter sido cumprido até agora. Vale lembrar que a crise do BRB está ligada às operações e negociações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram cerca de 30 bilhões de reais.
