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Mercado eleva previsão da Selic para 2026 às vésperas da reunião do Copom

Mercado eleva previsão da Selic para 2026 às vésperas da reunião do Copom

O mercado financeiro elevou a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, de 13,5% para 13,75% ao ano em 2026, segundo o boletim Focus do Banco Central. A revisão ocorre na semana em que o Copom se reúne para definir a nova taxa, em meio à expectativa criada pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.

O mercado financeiro elevou a previsão para a taxa básica de juros do país, a Selic, no ano de 2026. A projeção passou de 13,5% para 13,75% ao ano, em uma revisão para cima feita às vésperas da reunião que vai definir o novo patamar da taxa. O ajuste mostra que parte dos analistas passou a trabalhar com juros um pouco mais altos do que se imaginava para este ano.

A previsão foi divulgada pelo boletim Focus, uma pesquisa que o Banco Central publica toda semana com as expectativas do mercado financeiro. Além do número de 2026, o levantamento traz uma trajetória de queda nos anos seguintes: a Selic é projetada em 12% ao ano para 2027 e em 10,25% para 2028, devendo recuar para 10% ao ano em 2029.

A Selic funciona como um termômetro para a situação da inflação no país e influencia diretamente o custo do dinheiro. Quando a taxa cai, a tendência é que o crédito fique mais barato e que a atividade econômica seja estimulada. Quando ela sobe, o reflexo aparece nos preços, principalmente de alimentos e combustíveis, e o custo de tomar dinheiro emprestado aumenta.

Ainda nesta semana, o Comitê de Política Monetária, o Copom, deve se reunir para decidir a nova taxa Selic. A definição é acompanhada de perto porque afeta o bolso de toda a população, do crédito ao preço dos produtos no dia a dia. Na reunião de abril, a Selic já havia sido reduzida em 0,25 ponto percentual.

As apostas do mercado mudaram ao longo dos últimos dias, em um cenário descrito como bastante volátil. Segundo o professor de economia do IBMEC Renato Veloni, na sexta-feira a maior parte do mercado financeiro apostava na manutenção dos juros nesta semana. As notícias sobre a guerra do Irã no fim de semana e a possibilidade de um apaziguamento do conflito, porém, mudaram esse quadro.

Já na segunda-feira, o mercado financeiro voltou a apostar majoritariamente em uma nova redução de 25 pontos base na taxa Selic. A leitura é que, se já fazia sentido para o Banco Central considerar mais um corte de 0,25 ponto percentual, o ambiente atual reforça esse incentivo. A decisão final, no entanto, só será conhecida após a reunião do Copom marcada para esta semana.

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