A agência reguladora brasileira liberou uma nova opção de tratamento para um dos sintomas mais incômodos da menopausa. Segundo a reportagem, a Anvisa aprovou uma terapia para o tratamento do calor e dos suores da menopausa, os chamados fogachos, um sintoma que, de acordo com especialistas ouvidos, impacta muito na qualidade de vida das mulheres nessa fase.
O diferencial do novo tratamento está na forma como ele age no organismo. Segundo a reportagem, em vez de usar o estrogênio da terapia de reposição hormonal, que costuma ser o tratamento utilizado, este é um tratamento não hormonal que atua inibindo a chamada via NK3 da neuroquinina, justamente a via ligada aos calores e aos fogachos que tanto incomodam.
O medicamento aprovado já tem nome definido para a sua chegada ao mercado nacional. Segundo a reportagem, o remédio é chamado de fesolinetanto, comercializado no Brasil sob o nome de Viosa. Por não ser hormonal, ele pode ser utilizado, por exemplo, em mulheres que não têm recomendação para o uso de hormônio ou de reposição de estrogênio.
A relevância da medida está no peso que os fogachos têm na rotina de quem passa pela menopausa. Segundo a reportagem, esses calores realmente trazem muito incômodo e afetam de forma significativa o dia a dia das mulheres, o que torna o surgimento de uma alternativa de tratamento um ponto de atenção para a saúde feminina no país.
Os especialistas também explicaram o que é, de fato, a menopausa e quando ela costuma chegar. Segundo a reportagem, a menopausa é o nome dado à última menstruação e costuma ocorrer entre as mulheres brasileiras dos 48 aos 52 anos. Trata-se de um processo natural, que não pode ser evitado, ainda que seus efeitos variem de mulher para mulher.
Por fim, foi reforçado que, no caso dos fogachos, o controle costuma depender de medicação. Segundo a reportagem, existem técnicas não medicamentosas de controle dos calores, mas elas não são tão efetivas, e o controle precisa ser medicamentoso. Cuidados gerais com a saúde, como o controle da obesidade, podem reduzir as repercussões, mas não garantem a ausência dos sintomas.
