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Paciente de 76 anos operada por engano morre em hospital de Campinas

Paciente de 76 anos operada por engano morre em hospital de Campinas

Um erro em um hospital de Campinas, no interior de Sao Paulo, fez com que uma paciente fosse operada no lugar de outra. Marina Dias Braga, de 76 anos, internada em 8 de junho, passou por um procedimento destinado a outra pessoa e morreu tres dias depois. A troca so foi percebida apos a conclusao do procedimento, e o hospital abriu sindicancia interna, desligou os profissionais envolvidos e reforcou os protocolos de seguranca.

Um erro considerado absurdo em um hospital de Campinas, no interior de Sao Paulo, fez com que uma paciente fosse operada no lugar de outra. O caso resultou na morte de uma idosa e levantou serias duvidas sobre as falhas nos protocolos de seguranca da unidade, enquanto familiares tentam entender como uma troca desse tipo pode ter acontecido dentro de um ambiente hospitalar.

A vitima foi Marina Dias Braga, de 76 anos, que havia sido internada no dia 8 de junho. Segundo as informacoes, ela morreu tres dias depois, apos passar por uma cirurgia que, na verdade, era destinada a outra paciente. A idosa acabou submetida a um procedimento que nao estava previsto para o seu caso, e o desfecho foi tratado como uma grave ocorrencia pela propria unidade.

De acordo com o prontuario, o procedimento realizado foi para colocar uma sonda diretamente no estomago. A intervencao, no entanto, estava programada para outra pessoa, e nao para Marina. A troca de pacientes durante um procedimento cirurgico e vista como uma das falhas mais graves que podem ocorrer em uma rotina hospitalar, justamente por envolver risco direto a vida.

O anestesista responsavel citou que a paciente apresentava limitacao de comunicacao e de identificacao. Foi apenas depois de o procedimento ser concluido que os profissionais notaram a divergencia entre os nomes. Ate aquele momento, ninguem havia percebido que a pessoa levada para a sala nao era a paciente que deveria passar pela colocacao da sonda.

A identificacao do paciente e uma das etapas obrigatorias antes de qualquer procedimento cirurgico nos hospitais. Por isso, o erro e considerado uma falha grave dos protocolos de seguranca, que existem exatamente para impedir que trocas como essa ocorram. A ausencia dessa checagem correta esta no centro das apuracoes sobre o caso.

O hospital informou que o prognostico nao foi alterado pelo procedimento. Segundo a unidade, dona Jandira, que tratava um cancer no intestino, era uma paciente em estado grave e nao morreu em razao do engano. A familia, porem, ainda busca respostas sobre o que de fato aconteceu e sobre as circunstancias que cercaram toda a situacao.

Em nota, o hospital disse que abriu uma sindicancia interna, desligou os profissionais envolvidos e reforcou os protocolos de seguranca para evitar novos casos. A instituicao afirmou ter tomado medidas apos identificar a falha, enquanto o episodio segue como exemplo dos riscos que uma quebra nos procedimentos de identificacao pode representar para os pacientes.

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