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Contrabando de caneta emagrecedora preocupa autoridades no Brasil

Contrabando de caneta emagrecedora preocupa autoridades no Brasil

O contrabando de canetas emagrecedoras sem qualquer cuidado com armazenamento e refrigeração tem preocupado as autoridades sanitárias no Brasil. Em Belo Horizonte, uma empresária de 42 anos ficou seis meses entre a vida e a morte após usar o produto comprado de um conhecido, sem prescrição. A Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 58 mil ampolas e canetas nos primeiros cinco meses do ano.

O contrabando de canetas emagrecedoras, feito sem nenhum tipo de cuidado com armazenamento e refrigeração, tem preocupado as autoridades sanitárias no Brasil. O problema ganhou destaque diante dos riscos que o uso desses produtos sem controle pode representar para a saúde, especialmente quando adquiridos fora dos canais legais e sem qualquer acompanhamento médico.

Um caso ocorrido em Belo Horizonte ilustra a gravidade da situação. Uma empresária de 42 anos, identificada como Kellen, ficou seis meses entre a vida e a morte depois de utilizar uma dessas canetas. O episódio expôs os perigos associados ao consumo do produto sem a devida orientação e sem a segurança de uma cadeia de distribuição adequada.

Segundo o relato, Kellen comprou a caneta emagrecedora de um conhecido e usou o produto sem prescrição médica por cerca de um mês. Em pouco tempo, ela passou a enfrentar consequências sérias de saúde, que se agravaram rapidamente e a levaram a uma internação prolongada em estado delicado.

Entre os problemas enfrentados, houve grave comprometimento dos rins. De acordo com o que foi relatado, os médicos chegaram a acreditar que a função renal não voltaria a se recuperar, e ela precisou passar por sessões de hemodiálise durante o tratamento para tentar reverter o quadro.

A empresária recebeu alta somente depois de seis meses, mas ficou com sequelas permanentes. As mãos não abrem completamente e ela agora precisa de andador e de cadeira de rodas para conseguir se locomover. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias em que o produto foi vendido e utilizado.

O problema não se restringe a um episódio isolado. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, somente nos primeiros cinco meses deste ano, foram apreendidas mais de 58 mil ampolas e canetas emagrecedoras que seriam vendidas ilegalmente no país, o que evidencia a dimensão do comércio irregular desses produtos.

No campo regulatório, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de cinco novas canetas emagrecedoras. Com isso, o Brasil passou a contar com 21 medicamentos autorizados pela Anvisa, todos de venda restrita e que só podem ser adquiridos em farmácias mediante a apresentação de receita médica, justamente para reduzir os riscos ligados ao uso indevido.

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