LIVE PROTOCOL
EET--:--:-- edition--.--.--

Crianças até 5 anos são quase 54% das queimaduras no SUS

Crianças até 5 anos são quase 54% das queimaduras no SUS

Levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria mostra que crianças com menos de 5 anos concentram quase 54% das internações por queimaduras pediátricas no SUS entre 2024 e 2025. O risco aumenta nas festas juninas.

As crianças com menos de 5 anos formam a faixa etária mais afetada por queimaduras no Brasil. De acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, esse grupo concentra quase 54% das internações por queimaduras pediátricas registradas no SUS entre os anos de 2024 e 2025, o que coloca os pequenos no centro das atenções quando o assunto é prevenção desse tipo de acidente.

Dentro desse universo, o recorte mais preocupante está nas idades menores. Segundo os dados apresentados, a maior parcela, com 46% dos casos, aparece na faixa de 1 a 4 anos. São crianças que já se movimentam e exploram o ambiente, mas que ainda dependem totalmente da supervisão dos adultos para evitar o contato com fontes de calor e fogo.

O tema ganha ainda mais relevância neste período do ano. As festas juninas, que se concentram em junho e às vezes avançam por julho, aumentam os riscos de acidentes ligados ao uso de fogueiras, fogos de artifício e ao manuseio de alimentos quentes. A combinação desses elementos com a presença de crianças exige atenção redobrada das famílias.

Os números também mostram diferenças entre as regiões do país. As regiões Sudeste, Nordeste e Sul concentram a maior parte dos casos, enquanto a região Norte responde por cerca de 10% e o Centro-Oeste por 5%. Essa distribuição ajuda a entender onde o problema é mais frequente e onde as campanhas de prevenção precisam ser reforçadas.

Quando o recorte é feito por estado, o Paraná aparece na primeira posição, com 1.855 casos. Em seguida vem São Paulo, com 1.829 registros, e a Bahia, com 1.308. Os dados, que se referem a um ano inteiro, ajudam a dimensionar o impacto das queimaduras entre o público infantil em diferentes partes do território brasileiro.

Para a presidente do Departamento Científico de Segurança da entidade, Ana Rocha Brito, mesmo uma pequena redução nos números não diminui a gravidade do problema, já que cada caso representa uma vida. A especialista reforça que a atenção precisa ser ainda maior com os menores de 1 a 4 anos, justamente o grupo que aparece com maior frequência nas estatísticas.

Diante do cenário, a recomendação dos especialistas é intensificar os cuidados e a supervisão das crianças, principalmente durante os eventos típicos desta época. Manter os pequenos longe de fogueiras, fogos de artifício e alimentos quentes, além de orientar sobre os riscos, é apontado como caminho para tentar reduzir os índices de queimaduras pediátricas no país.

Loading article...