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Fiocruz firma acordo para produzir no Brasil remédio de prevenção do HIV tomado uma vez por mês

Fiocruz firma acordo para produzir no Brasil remédio de prevenção do HIV tomado uma vez por mês

A Fiocruz assinou um acordo para produzir no Brasil um remédio promissor de prevenção do HIV, tomado uma vez por mês. Hoje, mais de 200 mil brasileiros buscam profilaxia do HIV no SUS, e 150 mil tomam um comprimido por dia. O novo medicamento tem o mesmo efeito, mas com dose mensal. Ainda em fase final de testes, ele precisa de autorização da Anvisa; se aprovado, o governo quer que a Fiocruz o produza para o SUS e a América Latina.

A Fiocruz assinou um acordo com uma farmacêutica para produzir no Brasil um remédio promissor contra o vírus HIV. Trata-se de um medicamento de prevenção, tomado antes da exposição ao vírus, que se destaca por uma diferença importante em relação aos atuais: ele é tomado apenas uma vez por mês.

O remédio é um comprimido tomado de forma preventiva, antes da exposição ao HIV. Segundo os cientistas, ele é capaz de diminuir o risco de contágio. Esse tipo de medicamento de pré-exposição se destina a pessoas que se expõem a um maior risco de contaminação pelo vírus.

Hoje, mais de 200 mil brasileiros já buscam medicamentos de profilaxia do HIV no Sistema Único de Saúde. Desses, cerca de 150 mil tomam um comprimido todos os dias, dentro das estratégias de prevenção que já estão disponíveis na rede pública de saúde.

O novo medicamento tem o mesmo efeito dos remédios já usados na prevenção, mas com uma diferença central: em vez de uma dose diária, ele é tomado apenas uma vez por mês. Essa é a principal novidade em relação aos comprimidos disponíveis atualmente na rede pública.

Por enquanto, o remédio ainda está na fase final de testes e vai precisar de autorização da Anvisa antes de ser incorporado ao SUS. Ou seja, a sua chegada à rede pública depende da conclusão dos estudos e da aprovação da agência reguladora antes de ser oferecido à população.

Se os estudos confirmarem a eficácia e a segurança, o governo pretende negociar para que a Fiocruz passe a produzir o remédio no Brasil, abastecendo o Sistema Único de Saúde e outros países da América Latina. O Ministério da Saúde afirma que trabalha para garantir esse acesso como um direito no SUS.

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