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Fiocruz alerta para alta de síndrome respiratória grave no Brasil

Fiocruz alerta para alta de síndrome respiratória grave no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz alertou para o aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave em todo o Brasil. Segundo o boletim InfoGripe, o país já registra mais de 77 mil casos em 2026, com sinais de crescimento em pelo menos 18 estados. A doença atinge principalmente crianças pequenas, enquanto a mortalidade é maior entre idosos, e a vacinação segue como a principal forma de prevenção.

A Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, acendeu um sinal de alerta para o aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave, a SRAG, em todo o Brasil. Segundo a instituição, o crescimento está ligado principalmente às internações causadas por vírus respiratórios, e atualmente todas as unidades da federação se encontram em algum nível de alerta diante do avanço da doença em diferentes regiões do país.

Os dados fazem parte do boletim InfoGripe, monitoramento da própria Fiocruz que acompanha a evolução dos casos. De acordo com o levantamento, somente neste ano o Brasil já registra mais de 77 mil casos de síndrome respiratória aguda grave, um número expressivo que ajuda a explicar a preocupação das autoridades de saúde e o reforço dos alertas em diversos estados.

Do total de casos contabilizados em 2026, cerca de 48 por cento tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto uma parcela menor segue aguardando confirmação. Esse panorama mostra que boa parte das internações está de fato associada à circulação de vírus, e não a outras causas, o que ajuda a direcionar as medidas de prevenção e de vigilância.

A distribuição geográfica do problema é ampla. Com exceção de Rondônia, todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou risco elevado, e em pelo menos 18 estados há sinais claros de crescimento da doença na tendência de longo prazo. Entre os estados afetados estão São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros.

O impacto da doença varia conforme a faixa etária. Os casos atingem principalmente as crianças menores de dois anos de idade, que estão entre as mais vulneráveis às formas graves da síndrome. Já a mortalidade se concentra de forma mais acentuada entre os idosos, especialmente as pessoas com 65 anos ou mais, grupo para o qual a infecção respiratória representa um risco maior de complicações.

O avanço recente está sendo impulsionado por mais de um vírus respiratório ao mesmo tempo. Entre as crianças pequenas, o aumento aparece associado principalmente ao vírus sincicial respiratório, conhecido pela sigla VSR, enquanto o crescimento observado em outras faixas etárias tem sido puxado sobretudo pela influenza A, em mais um sinal da circulação simultânea de diferentes agentes.

Diante desse cenário, a Fiocruz reforça que a principal forma de prevenção contra os casos graves continua sendo a vacinação. A imunização está disponível de forma gratuita na rede pública e é recomendada especialmente para os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, justamente as faixas que concentram as internações e os óbitos ligados à síndrome respiratória aguda grave.

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