Um jovem de 22 anos morreu após lutar por cerca de dez meses contra as consequências de uma bebida contaminada por metanol. Guilherme passava por tratamento para se recuperar das lesões causadas pela intoxicação. O caso voltou a chamar a atenção para os riscos associados ao consumo de bebidas adulteradas no país.
Durante esse período, a família do jovem chegou a montar um leito de hospital em casa para acompanhar a sua recuperação. Os familiares estavam animados com a evolução que ele vinha apresentando ao longo dos últimos dez meses. Apesar dos esforços e do tratamento prolongado, ele não resistiu às complicações provocadas pela intoxicação.
O metanol é uma substância tóxica que pode passar despercebida pelo consumidor, o que exige atenção redobrada de quem costuma beber fora de casa. A orientação das autoridades é que bares, restaurantes e adegas também permaneçam em alerta no controle dos produtos que oferecem. O cuidado na origem é apontado como uma das formas de evitar novos casos.
Neste ano, o Brasil confirmou 13 casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. Além desses, outros 22 casos seguem em investigação pelas autoridades de saúde. Os números mantêm o tema entre as preocupações ligadas à segurança no consumo de bebidas no país.
No ano passado, o cenário foi ainda mais grave, com 76 casos confirmados e 25 mortes registradas em decorrência da intoxicação por metanol. A comparação entre os dois períodos ajuda a dimensionar o impacto do problema e reforça a necessidade de fiscalização sobre a produção e a venda de bebidas.
No estado de São Paulo, a resposta das autoridades levou à prisão de 66 pessoas suspeitas de adulterar bebidas. As ações fazem parte do esforço para conter a circulação de produtos contaminados. As investigações seguem em andamento, enquanto especialistas reforçam o alerta para que consumidores e estabelecimentos redobrem a atenção.
