O Brasil atingiu a meta para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho. Com esse resultado, o país aguarda agora o reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS). A documentação necessária já foi entregue à entidade, marcando um passo importante no combate à doença no país.
A entrega da documentação oficial à OMS ocorreu no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. O anúncio partiu de Brasília, onde as autoridades de saúde detalharam os números que sustentam o pedido de reconhecimento. A análise e a eventual confirmação por parte da organização internacional representam o próximo passo do processo.
Entre os fatores que levaram ao resultado está a ampla cobertura vacinal. Segundo os dados apresentados, a vacinação contra a hepatite B alcançou 98% dos recém-nascidos no país. Essa cobertura é considerada determinante para interromper a transmissão da doença da mãe para o bebê.
Os indicadores de infecção também sustentam o pedido brasileiro. Por dois anos seguidos, o país registrou menos de 0,1% de infecção por hepatite B em crianças de até cinco anos. Esse patamar é um dos critérios avaliados para a certificação da eliminação da transmissão vertical.
Apesar do avanço no combate à transmissão de mãe para filho, a hepatite B ainda representa um desafio de saúde pública no país. No ano passado, quase 11 mil casos da doença foram registrados no Brasil. Desses, 307 resultaram em morte.
De acordo com as informações divulgadas, a principal forma de transmissão da hepatite B é a via sexual. Em seguida aparecem o contato com sangue contaminado e a transmissão da mãe para o filho durante a gestação ou o parto. É justamente essa última via que o país conseguiu conter.
Com a documentação já entregue, o Brasil aguarda a avaliação da OMS. A confirmação internacional consolidaria o trabalho de vacinação e acompanhamento realizado nos últimos anos. O tema ganhou destaque na data que marca a mobilização mundial contra as hepatites virais.
