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A Academia Real das Faculdades de Medicina do Reino Unido alertou que o uso excessivo de redes sociais entre jovens já representa uma ameaça à saúde comparável à do tabagismo. Metade dos 450 médicos ouvidos afirmou atender pelo menos uma criança por semana com sofrimento mental relacionado a conteúdos online.
Uma das principais entidades médicas do Reino Unido emitiu um alerta contundente sobre os perigos das redes sociais para a saúde dos jovens. A Academia Real das Faculdades de Medicina afirmou que já existe consenso entre os profissionais de saúde de que o tempo excessivo de telas e o uso de plataformas digitais pode prejudicar gravemente a saúde física e mental de crianças e adolescentes.
O relatório, baseado em pesquisa com 450 médicos britânicos, revelou dados alarmantes: metade dos profissionais ouvidos afirmou atender pelo menos uma criança por semana apresentando sofrimento mental relacionado a conteúdos consumidos em plataformas online. O tema entrou oficialmente na lista dos principais desafios de saúde pública do Reino Unido.
De acordo com o documento, o impacto do uso excessivo das plataformas digitais entre jovens já pode ser comparado ao do tabagismo, uma comparação que revela a gravidade com que a comunidade médica britânica avalia a situação. O relatório faz parte de uma consulta pública que se encerrou nesta terça-feira sobre o uso das redes sociais por menores de idade.
O primeiro-ministro britânico Kier Starmer se reuniu na sede do governo com pais que associam a morte de seus filhos a conteúdos e desafios encontrados em plataformas online. Durante o encontro, Starmer afirmou que o governo pretende agir e a expectativa é de que medidas concretas sobre o tema sejam anunciadas nos próximos meses.
A discussão sobre a regulação do uso de redes sociais por menores tem ganhado força em diversos países ao redor do mundo. A Austrália já implementou restrições de idade para plataformas digitais, enquanto a União Europeia estuda medidas semelhantes. No Brasil, o debate também avança no Congresso Nacional, com projetos de lei que buscam limitar o acesso de crianças e adolescentes a determinados conteúdos e funcionalidades das plataformas.